Governo inicia projeto piloto do Cuidado em Casa
O Governo Federal anunciou o programa “Cuidado em Casa”, que levará atendimento e suporte diretamente às residências de famílias que convivem com idosos que precisam de apoio no dia a dia.
A partir de abril de 2026, o governo federal irá iniciar a primeira fase do “Cuidado em Casa”. A ação faz parte do Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
De acordo com o governo federal, o projeto busca oferecer uma rede de apoio estruturada para idosos que necessitam de ajuda em tarefas do dia a dia.
A medida também dará suporte às pessoas responsáveis por esse cuidado ao idoso dentro da família.
Como funciona o Cuidado em Casa?
O programa prevê a oferta de serviços de atenção domiciliar, com equipes preparadas para acompanhar idosos que apresentam algum grau de deficiência.
Entre as ações estão orientação às famílias, acompanhamento social e estratégias para estimular a autonomia das pessoas idosas.
Além disso, o programa busca reduzir a sobrecarga dos cuidados familiares, especialmente para as mulheres.
Projeto começa em três cidades
Na fase inicial, o projeto será testado em três municípios: Fortaleza (CE), Colombo (PR) e Juazeiro (BA).
Nessas cidades, as equipes do governo vão implementar um modelo integrado de atendimento domiciliar, que servirá como base para a possível expansão do programa.
O projeto prevê, nesta fase inicial, o atendimento de aproximadamente 300 pessoas em cada município.
Parcerias internacionais
De acordo com o governo federal, o Cuidado em Casa também conta com cooperação internacional.
A iniciativa ocorre em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com a JICA, Agência de Cooperação Internacional do Japão, além das administrações municipais.
Desse modo, a colaboração irá permitir troca de experiências com outros países que já possuem políticas públicas voltadas ao cuidado com o idoso.
Políticas públicas
Laís Abramo, secretária nacional da Política de Cuidados e Família do MDS, reforça a importância do projeto.
A secretária ressalta que essa fase inicial é fundamental para organizar a estrutura do programa.
De acordo com Laís Abramo, a experiência nas cidades servirá para ajudar a aperfeiçoar o modelo antes de levá-lo para todo o país.
“Nossa intenção é que o atendimento domiciliar passe a integrar, de forma estruturada, o serviço de proteção social básica no domicílio, já previsto no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), voltado a pessoas idosas, pessoas com deficiência, gestantes e crianças de 0 a 6 anos. O que buscamos agora é avançar no desenho dessa política e garantir as condições para que ela possa ser implementada em todo o território nacional”, afirmou.
