Estrela da televisão virou uma das figuras representativas da doença, que ainda é alvo de preconceito e desinformação

Sandra Bréa foi uma das grandes musas da Globo. Na emissora carioca, ela esteve envolvida em várias produções de sucesso, incluindo a primeira versão de Ti-Ti-Ti, exibida em 1985.

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Porém, uma outra notícia com o nome dela tomou conta da mídia na década de noventa. No meio de um enorme tabu, a famosa revelou ser soropositivo e chocou muita gente que a acompanhava.

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Por causa da doença, que até hoje não tem cura, Sandra Bréa precisou se afastar dos trabalhos na televisão para cuidar da saúde. “Morrerei como qualquer outra pessoa, atropelada”, chegou a dizer em uma entrevista.

Em 1999, a atriz também descobriu um câncer no pulmão, mas se recusou a fazer o tratamento com quimioterapia. Poucos meses depois, ela morreu aos 48 anos de idade.

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Sandra Bréa, Ti-Ti-Ti

Sandra Bréa, a Jacqueline da primeira versão de Ti-Ti-Ti, da Globo, era portadora da Aids (Foto: Reprodução)

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Atriz da Globo não foi a única

Wagner Bello, lembrado por sua participação no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura, também entrou para as estatísticas da doença. Ele tinha 29 anos quando descobriu ser portador da Aids e morreu pouco tempo depois do diagnóstico.

Sem tempo de se despedir, o Etevaldo, seu personagem, deixou uma carta aos amigos do castelo dizendo que não poderia mais voltar, pois estava “brincando entre as estrelas”. Essa cena causou grande comoção, principalmente depois que entenderam o contexto.

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Wagner Bello, o Etevaldo da TV Cultura, morreu por complicações da Aids, aos 29 anos (Foto: Divulgação)