Guerra contra TV paga: unidas, SBT, Record e RedeTV decidem quando vão desligar o sinal

[caption id="attachment_482875" align="aligncenter" width="807"] Silvio Santos, Marcelo de Carvalho e Edir Macedo, donos do SBT, Record e RedeTV (Foto montagem: TV FOCO)[/caption] Como se sabe, Record, SBT e Rede TV! se uniram para negociar seus canais digitais abertos com as…

Silvio Santos, Marcelo de Carvalho e Edir Macedo, donos do SBT, RedeTV e Record, respectivamente (Foto: Divulgação/Montagem TV Foco)

Silvio Santos, Marcelo de Carvalho e Edir Macedo, donos do SBT, Record e RedeTV (Foto montagem: TV FOCO)

Como se sabe, Record, SBT e Rede TV! se uniram para negociar seus canais digitais abertos com as operadoras de TV por assinatura, através da empresa criada por elas: a Simba.

A Simba decidiu que o prazo limite para tirar o sinal das operadoras, caso elas não concordem em pagar por ele, será no próximo dia 29, como informa o jornalista Flávio Ricco.

As três emissoras detêm 19,7% da audiência de todos os canais, entre abertos e pagos, de acordo com dados de dezembro. Só a Globo os supera, com 30%. Os canais da Fox, com todo o barulho que causaram ao sair, obtiveram apenas 3,43% da audiência.

No entanto, entende-se a possibilidade de todos saírem perdendo nessa história. De acordo com a Anatel, foram 18,7 milhões de acessos de TV por Assinatura no Brasil em janeiro.

Leia também

Os advogados de ambas as partes já se antecipam para uma batalha que deve ir para a Justiça. Em fevereiro, as emissoras começaram a enviar às operadoras uma proposta comercial. O documento informa que com o fim da TV analógica, a legislação permitirá as redes abertas cobrarem pelos seus sinais digitais, e que por isso, já querem abrir negociações.

A Simba já espera que as operadoras recusem qualquer negociação pelos canais abertos, que são gratuitos. Até mesmo porque ambas sairão prejudicadas, uma vez que 30% da população tem TV por assinatura, o que é de extrema relevância para os canais. No entanto, a Simba aposta no fato que as operadoras perderão clientes, que exigirão seus sinais.

Nesse contexto, as redes estimam que podem faturar de R$ 360 milhões a R$ 1 bilhão por ano. Aumentou a expectativa favorável o fato da Anatel ter determinado que, para compensar a saída da Fox, a Sky deveria oferecer novos canais similares ou reduzir o preço das mensalidades.

Tópicos nesse artigo: