Confira guia completo sobre dívidas em 2026 com 3 motivos que colocam idosos 60+ no vermelho e comprometem a renda mensal

A terceira idade deveria ser um momento de descanso. Porém, muitos idosos com 60 anos ou mais enfrentam a realidade do endividamento. Eles entram no vermelho devido a fatores econômicos, sociais e pessoais que acabam consumindo grande parte de sua renda.

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Por isso, vamos explicar de forma clara as principais razões que levam esse público a ter dívidas e o impacto que isso causa em suas vidas.

Ilustração Idosos de 60 a 90 anos estão livres de 3 dívidas no Brasil em 2025
Idosos – Dívidas no Brasil em 2025 (Foto: Montagem/TV Foco)

O primeiro motivo que empurra muitos idosos para o vermelho é a despesa com saúde e gastos imprevistos. Com o avanço da idade, o custo com medicamentos, consultas e tratamentos aumenta.

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Mesmo nos sistemas públicos de saúde, muitos serviços não são totalmente cobertos, fazendo com que o idoso tenha de pagar do próprio bolso. Gastos com saúde não previstos podem consumir grande parte da renda mensal e acabar gerando dívidas.

Um segundo motivo é o uso frequente de empréstimos consignados e crédito fácil. O crédito consignado é um tipo de empréstimo em que o valor das parcelas é descontado diretamente da aposentadoria ou pensão.

Apesar de parecer vantajoso por ter taxas menores, muitos idosos acabam acumulando vários desses empréstimos ao mesmo tempo, sem considerar o impacto mensal no orçamento. A soma dos descontos pode ultrapassar grande parte dos rendimentos e levar à incapacidade de pagar outras contas.

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O que deixa os idosos com muitas dívidas?

O terceiro motivo está ligado ao apoio financeiro a familiares e amigos. Muitos idosos ajudam filhos e netos com dinheiro ou até pegam empréstimos em nome deles para quitar dívidas de parentes. Essa generosidade pode parecer um gesto nobre, mas sem planejamento financeiro adequado ela compromete frequentemente os recursos que deveriam garantir a própria estabilidade do idoso.

Outro fator importante é a falta de planejamento financeiro ao longo da vida. Muitos idosos não tiveram acesso à educação financeira ou nunca aprenderam a controlar orçamento, calcular juros ou planejar poupança.

Conceitos básicos como juros altos podem ser difíceis de entender. Juros são custos extras que se somam ao valor principal de uma dívida e aumentam o que se deve pagar ao longo do tempo. Sem essa compreensão, é fácil cair em armadilhas financeiras.

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Além disso, inflação e o aumento do custo de vida dificultam ainda mais a administração do orçamento dos idosos. Com preços subindo ao longo dos anos, muitos aposentados descobrem que a renda fixa da aposentadoria não é suficiente para cobrir despesas básicas, como alimentação e moradia, sem recorrer a crédito adicional.

Impacto na vida dos idosos

O endividamento também afeta a saúde emocional dos idosos. Estudos mostram que o peso da dívida pode causar estresse e até sintomas de depressão em pessoas mais velhas. A preocupação constante com contas atrasadas, cobranças e perda de sonhos como viajar ou aproveitar a aposentadoria pode abalar seriamente o bem-estar mental.

No Brasil, existem leis que protegem os idosos em situações de dívida. Uma delas é a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021), que permite renegociar dívidas e garante que o idoso mantenha parte dos recursos essenciais para viver, como alimentação e moradia. Essa lei proíbe práticas de cobrança abusiva e dá mais chance ao idoso de reorganizar suas finanças.

Por fim, entender os motivos que levam os idosos ao endividamento e buscar apoio familiar, educação financeira e conhecimento sobre direitos pode fazer muita diferença. Com informação, organização e renegociação de dívidas, é possível reduzir o impacto financeiro e garantir mais segurança na terceira idade.