Veja o guia completo para receber mais de R$ 8 mil de aposentadoria no INSS. Entenda regras, teto previdenciário e mais

Receber uma aposentadoria acima de R$ 8 mil por mês parece distante para muita gente no Brasil. Mas para receber esse valor depende bastante de planejamento, contribuições altas e escolha da regra certa na hora de pedir o benefício.

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Em 2026, o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está fixado em R$ 8.475,55. Esse é o valor máximo que qualquer aposentado pode receber pelo sistema público. E sim, é possível chegar perto disso ou até mesmo atingir esse valor. Só que não acontece por acaso.

Destacando que o teto é o valor máximo que o INSS pode pagar em qualquer benefício. Ninguém recebe acima disso, mesmo que tenha ganhado salários muito altos na ativa. Aliás, ele também limita a contribuição. Ou seja, mesmo quem ganha acima do teto contribui só até esse valor.

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Quem quer receber do INSS mais precisa contribuir mais

De acordo com as informações divulgadas pelo portal Lemos de Miranda Advogados, a aposentadoria é calculada com base na média de todos os salários desde julho de 1994. Depois dessa média, o INSS aplica um percentual que depende da idade e do tempo de contribuição.

Por isso, dois pontos são essenciais:

  • Ter média salarial alta
  • Conseguir uma regra que pague 100% dessa média

Se a pessoa passou muitos anos contribuindo sobre salário mínimo, isso vai baixar a média e reduzir o benefício.

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Como funciona a contribuição?

Os CLTs pagam conforme faixas salariais. A alíquota pode chegar a 14%, mas sempre limitada ao teto. Autônomos que contribuem pelo plano normal pagam 20% sobre o valor declarado, também limitado ao teto. Quem escolhe plano simplificado paga menos, mas fica limitado ao salário mínimo na aposentadoria.

Quem quer buscar valor alto precisa contribuir pelo plano completo.

Além disso, antes da reforma da Previdência de 2019, era possível descartar os 20% menores salários no cálculo. Isso ajudava a aumentar a média. Porém, hoje todos os salários entram na conta. Por isso, contribuir bem desde cedo faz diferença para garantir um benefício na casa dos R$ 8 mil.

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Dicas para tentar chegar perto do teto

1 – Planeje com antecedência

Simular cenários, analisar tempo de contribuição e estudar as regras faz toda diferença. A calculadora do Meu INSS ajuda, mas não resolve tudo. Erros no CNIS são comuns e podem reduzir o valor final.

2 – Contribua sobre valores altos

Quem quer aposentadoria alta precisa contribuir sobre valores altos por muitos anos. Não existe mágica. Contribuição baixa gera benefício baixo.

3 – Inclua todos os períodos possíveis

Muita gente deixa tempo de contribuição de fora. Pode contar tempo rural a partir dos 12 anos, serviço militar, trabalho sem carteira, período como aluno aprendiz em escola técnica, entre outros. Também é possível converter tempo especial para aumentar o tempo total.

4 – Verifique se tem direito adquirido

Se havia tempo suficiente antes da reforma, vale analisar com cuidado. Às vezes, incluir um período esquecido pode garantir acesso a uma regra mais vantajosa.

5 – Avalie revisão se já estiver aposentado

Muitos aposentados recebem menos do que deveriam. Erros de cálculo, períodos não considerados e falhas no registro são mais comuns do que parecem. Uma revisão pode aumentar o valor mensal de forma significativa.

Aliás, quais são os benefícios pagos pelo INSS?

Em suma, os principais benefícios ofertados pela Previdência Social são:

  • Aposentadorias: por idade, invalidez, tempo de contribuição, especial (atividades de risco) e rural.
  • Auxílios: por incapacidade temporária (auxílio-doença), acidente e reclusão (para dependentes de presos).
  • Pensões: por morte (para dependentes do segurado falecido).
  • Salário-maternidade: pago em caso de nascimento ou adoção de filho.
  • BPC/LOAS: benefício assistencial para idosos ou pessoas com deficiência de baixa renda.

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