Decreto do BC: Haddad faz alerta sobre poupança e crava o que acontecerá com o dinheiro
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Haddad emite alerta IMPORTANTE sobre valores na poupança (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/BACEN/Daniel-RamalhoAFP)
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) anunciou uma medida que atinge em cheio o valor investido na poupança e é preciso estar em alerta com o que está para acontecer com o dinheiro
E todos os brasileiros que possuem valores depositados na poupança precisam se atentar a um novo alerta feito pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda em abril de 2024, envolvendo possíveis saques e destino desses valores.
Isso porque a nova intenção é ampliar o crédito imobiliário, aonde deve ser direcionados esses mesmos valores. Inclusive, essa medida já havia sido prometida por Haddad quando o mesmo ainda estava em campanha eleitoral.
Conforme informado pelo portal Folha Pê, uma dessas medidas é fazer uma redução compulsória da poupança, ou seja, no dinheiro que precisa se manter depositado obrigatoriamente, sem direito a saque ou aplicações externas, conforme decretado pelo Banco Central.
Viabilizando sonhos
Caso essa proposta saia do papel, ficará muito mais viável destinar o recurso para o financiamento da moradia, que como muitos sabem é um dos maiores sonhos da maioria da população. Apesar de um estudo ainda apontar que grande parte da população brasileira (64,6%) vivem em domicílios próprios e já pagos, esse percentual vem caindo desde o ano de 2016, cujo qual na época batia a casa dos 67,8%.
Essa condição de domicílio alugado ainda aumentou, saindo de 17,3% em 2016 para 20,2% em 2022. Entre a população mais pobre, esse percentual foi de 18,3%, 4,0 p.p acima de 2016, segundo levantamento apontado pelo Agência de Notícias.
Porém, um levantamento de 2022, foi comprovado que 13,6% das pessoas que viviam em domicílios próprios, ou 9,6% do total da população, não possuíam a documentação do imóvel. O ônus excessivo com aluguel atingia 23,3% da população residente em domicílios alugados (4,7% do total da população).
Essa vulnerabilidade atinge na sua maioria mulheres, sem cônjuge e com filho de até 14 anos (14,2%), os arranjos unipessoais (9,6%) e as pessoas de baixa renda (9,7%). Até por isso essa medida se faz cada vez mais necessária.
Defesas
Segundo o portal UOL, no dia 10 de abril, a vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês Magalhães, em declaração dada a jornalistas, chegou a dizer:
“O Banco Central exige uma retenção [depósito compulsório] e esse direcionamento estamos querendo que volte como investimento para habitação, 5%. Em vez de reter 20%, reter 15% dos depósitos para que a gente possa aumentar a oferta de crédito”
Já o Ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou não acreditar na recuperação de perdas da caderneta de poupança e também pediu pela liberação de parte do compulsório de bancos para crédito imobiliário.
Em participação ao CNN Talks Crédito para o Brasil na manhã da última terça -feira (18/06), em Brasília, ele declarou: “Por que não liberar parte do compulsório? Entendemos que não pode liberar a totalidade, mas porque não liberar parte disso, se temos inflação baixa e capacidade produtiva alta?”
Mais medidas:
Ainda de acordo com o portal Folha Pê, também está nos estudos a criação de uma espécie de hedge* para estimular a venda de carteiras de financiamento habitacional no mercado.
(Hedge nada mais é que uma cobertura ou limite. No mercado ele pode ser definido como uma ferramenta de proteção contra grandes variações de preços dos ativos para a compra ou venda futura)
Essas medidas têm potencial para injetar no mercado R$ 300 bilhões, segundo técnicos que estão por dentro das negociações.
Fora a liberação da parcela do compulsório, também é esperado que mercado imobiliário adote o que já ocorre com empréstimo consignado e afins, aonde os bancos vendem suas carteiras no mercado. Com isso é possível fazer o mercado secundário deslanchar para a modalidade de financiamento habitacional.
Atualmente, os contratos são corrigidos pela Taxa Referencial (TR), enquanto a troca de balcão ocorre principalmente usando o IPCA.
O governo também trabalha em um mecanismo para corrigir essa distorção que não envolva recursos do Tesouro Nacional. Com isso, é mais fácil aproveitar a trajetória de queda da Taxa Selic e preparar o terreno para deslanchar o mercado secundário do crédito imobiliário em 2025, embora a mesma tenha aumentado novamente para 10,75% essa semana, como podem ver por esse link*.
O governo também pensa em mudar o papel da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), criada ainda em 2001 cujo qual herdou contratos habitacionais da CAIXA com problemas de inadimplência, para limpar o balanço do banco.
Fora os ativos da União, a empresa poderá adquirir bens e direitos dos estados e dos municípios, além de poder participar de fundos de investimentos.
Também será possível adquirir no mercado financeiro títulos de valores imobiliários e ofertar mecanismos que permitam a proteção de instituições financeiras a exposições de remuneração e prazo oriundos da concessão de crédito imobiliário. A Emgea também poderá atuar como securitizadora* e terá o estatuto alterado.
(*empresas que compram dívidas que os consumidores têm com outra companhia)
As mudanças foram incluídas na minuta da medida provisória (MP), que institui o Programa de Redução da Pobreza, com medidas de acesso ao crédito para pequenos empreendedores.
De acordo com técnicos a par da situação, esse estímulo ao mercado secundário servirá como fonte de recursos alternativa ao FGTS, mais focado no programa Minha Casa Minha Vida e à poupança, que já tem dados sinais de que não conseguirá sustentar uma expansão do crédito imobiliário.
Banco Central (Foto: Reprodução/Internet)
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Reprodução / TV Globo)
Vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês Magalhães (Foto Reprodução/CBIC)
Ministro das Cidades, Jader Filho (Foto Reprodução/Marcelo Camará/Ministério das Cidades/Fonte: Agência Senado)
A liberação do compulsório da poupança é garantida?
Segundo a Folha Pê, essa liberação do compulsório da poupança ainda depende da aprovação do Banco Central no Conselho Monetário Nacional (CMN), que reúne representantes da Fazenda e do Planejamento. Vale destacar que a Caixa continua batendo recordes no crédito imobiliário.
No ano passado, o banco estatal fechou com R$ 185,4 bilhões em empréstimos, o maior volume da história, e com uma carteira também recorde de R$ 733,3 bilhões.
A direção da instituição avalia que é preciso encontrar soluções para aumentar as fontes de recursos para o setor.
De acordo com a InfoMoney, ainda no dia 12 de abril, o presidente Lula reuniu ministros e secretários para discutir propostas para alavancar a oferta de crédito no País, inclusive para o setor imobiliário.
No encontro, porém, não foi discutida a proposta de redução do compulsório, segundo apurou a reportagem. Um dos temas debatidos foi a medida provisória que fomenta o mercado secundário de recebíveis imobiliários.
Vale mencionar que essa proposta está sendo discutida com a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e não tem prazo para sair do papel.
Conclusões finais:
Em suma, toda essa necessidade de utilização do compulsório aparece ao lado de medidas como: o reforço ao mercado secundário e a aposta do governo federal para aquecer o mercado de crédito, em meio às perdas da poupança, cuja qual é a principal fonte de recursos para financiamentos imobiliários no país.
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