Haddad informa que a regra em vigor determina uma proibição imediata que muda o acesso de muitas famílias ao Bolsa Família

O crescimento das apostas online no Brasil tornou-se, nos últimos anos, um problema de alcance social e econômico. Porém, o Estado federal reagiu. Agora, em dezembro de 2025, os ministros da Saúde e da Fazenda assinaram um acordo para criar o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Continua depois da publicidade

A partir de 10 de dezembro, todos os usuários passarão a ter a opção de autoexclusão única para todas as plataformas, via GOV.BR.

Bolsa Família traz comunicado (Foto: Divulgação)
Bolsa Família – (Foto: Divulgação)

Contudo, esse esforço marca uma mudança de perspectiva. Antes tratadas como meros negócios, as apostas agora são abordadas como questão de saúde pública e bem-estar social. Estimativas recentes indicam que os danos associados às apostas online custam ao país cerca de R$ 38,8 bilhões ao ano.

Continua depois da publicidade

No entanto, esse valor supera com folga os tributos gerados pelo seto. Oo que revela que o custo social e humano é muito maior do que a arrecadação.

“O jogo é um fenômeno que aflige famílias e indivíduos que desenvolveram algum grau de dependência e, pela escala que assumiu no país, passou a afetar também a economia”, disse Haddad durante a assinatura do termo.

Qual medida o Governo Criou?

Para dar conta desse desafio, o governo instituiu o Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e implementou o sistema Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP). Então, quem quiser operar no Brasil deve ser autorizado pela SPA, declarar dados diariamente e entregar relatórios semanais.

Continua depois da publicidade

Além disso, o sistema permite monitorar transações e aplicar sanções. Plataformas que não se adequarem perderão o direito de operar legalmente.

Outra medida relevante é o bloqueio automático de beneficiários de programas sociais. Quem recebe benefícios como o Bolsa Família agora estará impedido de usar os recursos em apostas. 

Contudo, também foi instituída uma plataforma centralizada de autoexclusão. Antes cada site tinha seu próprio mecanismo, fragmentado e pouco eficaz. A nova ferramenta unifica o bloqueio para todas as plataformas autorizadas.

Continua depois da publicidade

Além disso, paralelamente, o governo prepara intervenções de cuidado à saúde mental. O Observatório e a cooperação interministerial preveem orientações, apoio e encaminhamento às redes de atenção mental, para quem desenvolver dependência ou sofrer prejuízos com apostas.

Por fim, resta vigilância. Regulamentar não basta. Será preciso fiscalizar, garantir o funcionamento transparente do SIGAP e do Observatório, oferecer apoio real aos dependentes e manter campanhas de informação contínuas. Só assim o país poderá mitigar os danos e garantir que as apostas deixem de ser sinônimo de destruição de vidas.