Mercado de motos muda para 2026 quando cinco modelos populares deixam de ser produzidos e colocam Honda e Yamaha sob forte pressão
O mercado brasileiro de motos viveu um paradoxo claro em 2025. Enquanto Honda e Yamaha ampliaram participação e mantiveram liderança absoluta, alguns modelos históricos deixaram as linhas de produção.
Esse movimento não surgiu por queda imediata de vendas, mas por decisões estratégicas ligadas a custos, normas ambientais e reposicionamento industrial. Além disso, o avanço tecnológico acelerou a substituição de projetos antigos por plataformas mais modernas.
Dessa forma, motos populares, presentes por anos no cotidiano urbano, encerraram ciclos silenciosamente.
Os números ajudam a entender o contexto. A Honda superou 696000 motos emplacadas no primeiro semestre de 2025, enquanto a Yamaha alcançou cerca de 145000 unidades no mesmo período. Esses dados reforçam a força das marcas no Brasil.
No entanto, mesmo com vendas consistentes, alguns modelos perderam espaço interno. Assim, as fabricantes priorizaram linhas mais rentáveis e alinhadas às novas exigências de emissões e segurança.

Entre as despedidas mais sentidas, a Honda Biz 110 marcou época como símbolo de mobilidade simples e econômica. O modelo deixou de ser fabricado antes da linha 2025. Enquanto isso, a Biz 125 permaneceu em produção após ajustes técnicos. A estratégia focou eficiência energética e adequação às normas ambientais. Portanto, a versão menor acabou sacrificada, apesar da popularidade consolidada nas cidades.
Outra baixa relevante foi a Honda Forza 350. A maxi scooter chegou ao Brasil com proposta premium, conforto elevado e bom desempenho urbano. No entanto, o preço elevado limitou o alcance comercial. Além disso, o público brasileiro mostrou preferência por scooters menores.
Assim, a Honda decidiu encerrar a produção local e redirecionar investimentos para modelos com maior giro.

Quais motos saíram de linha esse no?
Pelo lado da Yamaha, a Factor 125i UBS também saiu de cena em 2025. Durante anos, o modelo atendeu trabalhadores e entregadores. Entretanto, a marca optou por versões atualizadas com mais tecnologia. Dessa forma, a Factor tradicional perdeu espaço para alternativas mais recentes. A decisão seguiu a lógica de renovação constante da linha urbana.

A Yamaha Fazer 150 UBS enfrentou destino semelhante. A moto construiu reputação entre iniciantes e usuários diários. Porém, a fabricante passou a priorizar projetos mais conectados e eficientes. Além disso, custos de adaptação ambiental pesaram na decisão. Assim, a Fazer 150 deixou a produção, mesmo mantendo boa aceitação no mercado de usados.
A Yamaha Neo 125 também encerrou sua trajetória. A scooter serviu como porta de entrada para muitos consumidores urbanos. No entanto, a marca decidiu apostar em eletrificação. Enquanto isso, a Neo’s Connected elétrica assumiu o espaço estratégico. Dessa maneira, a Neo 125 acabou substituída por uma proposta alinhada à mobilidade sustentável.

Por fim, o encerramento dessas produções marca o fim de uma era para milhares de brasileiros. Essas motos acompanharam rotinas de trabalho, deslocamentos diários e histórias pessoais. Agora, elas permanecem na memória e no mercado de usados. Enquanto isso, novas gerações ocupam as ruas. Assim, o setor segue em transformação constante.
