Honda entra na briga das motos populares e lança modelo em 2026 por menos de R$11 mil para ameaçar o domínio da Yamaha
A Honda decidiu mexer justamente em um dos pontos mais importantes para quem procura uma moto barata em 2026: o custo-benefício. A fabricante japonesa lançou oficialmente a nova Honda Pop 110i ES 2027 no Brasil com preço sugerido abaixo de R$ 11 mil e trouxe mudanças que tentam manter o modelo competitivo diante da forte disputa com motos de entrada da Yamaha e de outras marcas.
A novidade chamou atenção porque a Pop já ocupa há anos o posto de uma das motos mais acessíveis do país e ganhou espaço entre trabalhadores, entregadores, estudantes e motoristas que procuram economia de combustível e manutenção simples.

Agora, a Honda atualizou o visual, modificou itens mecânicos importantes e apostou em mais praticidade para continuar dominando o segmento de baixa cilindrada. O lançamento aconteceu oficialmente no fim de abril e marcou mais uma tentativa da marca de ampliar o sucesso de uma linha que já ultrapassou 2,2 milhões de unidades produzidas no Brasil ao longo de cerca de duas décadas.
O preço sugerido da nova versão ficou em R$ 10.588, sem considerar frete e seguro, valor que colocou a Pop novamente entre as motos zero quilômetro mais baratas do mercado brasileiro.
A principal estratégia da Honda para manter a Pop competitiva apareceu justamente nas mudanças práticas do modelo. Apesar de o motor continuar praticamente o mesmo, a fabricante promoveu alterações importantes na ciclística, no sistema de freios e até na forma de pilotagem. A nova Pop 110i ES 2027 passou a usar rodas de liga leve com pneus sem câmara, algo muito pedido pelos consumidores nos últimos anos.
Na prática, isso significa mais praticidade em caso de furos, além de menor risco de esvaziamento repentino do pneu. A moto também abandonou o tradicional pedal de freio traseiro e adotou uma alavanca no punho esquerdo do guidão, solução semelhante à usada em scooters e bicicletas. Segundo a Honda, a mudança busca facilitar a adaptação de motociclistas iniciantes.
Além disso, os tambores de freio aumentaram de tamanho e passaram de 110 mm para 130 mm, tentando melhorar a eficiência da frenagem. Mesmo assim, parte do público ainda criticou a ausência de freios a disco, item que muitas motos rivais já oferecem em algumas versões.
O motor da Pop permaneceu sem alterações na linha 2027. A Honda manteve o propulsor monocilíndrico de 109,5 cilindradas com injeção eletrônica. Mas o que significa injeção eletrônica? Esse sistema controla automaticamente a quantidade de combustível enviada ao motor e ajuda a reduzir consumo e emissões de poluentes.
Diferentemente das motos mais antigas com carburador, a injeção eletrônica melhora o funcionamento da moto em diferentes condições de temperatura e altitude. A potência segue em 8,43 cavalos e o torque ficou em 0,945 kgf.m. Já o câmbio continua semiautomático de quatro marchas, dispensando o uso manual da embreagem. Na prática, o piloto troca as marchas normalmente, mas sem precisar apertar uma manete de embreagem no guidão.

O visual também recebeu mudanças importantes. A Honda redesenhou as carenagens laterais e deixou a Pop com aparência mais robusta. As entradas de ar ficaram maiores e o conjunto ganhou linhas mais modernas. A fabricante manteve o foco em um público que procura simplicidade, mas tentou atualizar a aparência para aproximar a moto das concorrentes mais recentes. A marca confirmou três opções de cores: vermelho, branco e azul.
Outro detalhe que chamou atenção foi a possibilidade de instalar uma entrada USB-C como acessório opcional. Esse tipo de conexão permite carregar celulares diretamente na moto, recurso cada vez mais procurado principalmente por entregadores e trabalhadores de aplicativos.
A Pop continua sendo uma das motos mais leves da Honda no Brasil. O modelo pesa apenas 88 quilos em ordem seca, ou seja, sem combustível e sem alguns fluidos. Isso facilita bastante as manobras no trânsito urbano e ajuda quem está começando a pilotar. A suspensão dianteira segue telescópica, enquanto a traseira usa dois amortecedores. A altura do assento aumentou discretamente e passou de 745 mm para 747 mm. Apesar de pequena, a mudança acompanha as alterações feitas na estrutura do modelo.
A Honda também apostou na reputação da Pop como moto econômica. Embora a fabricante ainda não tenha divulgado oficialmente o consumo da linha 2027, versões anteriores já ficaram conhecidas por médias elevadas de quilômetros por litro. Em discussões nas redes sociais e fóruns especializados, muitos proprietários relatam custos baixos de manutenção e consumo reduzido no uso urbano.
Em comunidades sobre motocicletas, alguns usuários afirmaram que a Pop continua sendo uma opção extremamente barata para deslocamentos diários, especialmente em cidades menores e regiões rurais. Outros motociclistas destacaram justamente a simplicidade mecânica como vantagem.

Mesmo assim, o lançamento também gerou críticas. Parte dos consumidores questionou o fato de a Honda manter freios a tambor nas duas rodas em pleno 2026. Outros apontaram que o preço da Pop subiu nos últimos anos e já se aproxima de modelos maiores usados.
A Honda confirmou que a Pop 110i ES 2027 começou a chegar às concessionárias brasileiras a partir de maio. O modelo conta com garantia de três anos sem limite de quilometragem e mantém o programa de revisões com fornecimento gratuito de óleo Pro Honda em sete revisões programadas. A fabricante aposta justamente na combinação entre economia, resistência e baixo custo para continuar dominando um segmento que segue extremamente competitivo no Brasil.
