Comemorando em 2026: Idosos de 60, 70, 80 e 90 anos são protegidos no pagamento dessas dívidas

Veja como os idosos conseguem se livrar dessas dívidas básicas (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)
Os idosos podem zerar contas fixas em 2026? Conheça os 3 direitos garantidos por lei que aliviam o bolso ao longo do ano
O avanço da idade traz consigo uma nova perspectiva sobre a gestão do patrimônio e a manutenção da qualidade de vida. Inclusive, em nosso país, a lei reconhece que o envelhecimento exige uma rede de suporte financeiro mais robusta, especialmente para preservar os rendimentos que o cidadão dedica à saúde e ao bem-estar.
No entanto, milhares de idosos brasileiros atravessam a idade de 60, 70, 80 e até mesmo 90 sem ter a plena consciência de que o Estado brasileiro oferece caminhos para reduzir drasticamente o peso de contas fixas no orçamento mensal.
Sendo assim, com base no Estatuto da Pessoa Idosa, trazemos abaixo algumas normas municipais, as quais trazem certa proteção e tranquilidade doméstica quanto a certas dívidas.
1. IPTU
A moradia representa o maior patrimônio de uma família, mas os impostos anuais podem se tornar um fardo para quem vive de aposentadoria ou pensão.
Porém, a fim de evitar que a carga tributária force o idoso a abandonar seu lar, as prefeituras aplicam critérios de isenção baseados na renda e no valor do bem.
Embora cada município possua autonomia, a cidade de São Paulo serve como o principal balizador de regras para 2026:
- Perfil do beneficiário: O cidadão precisa comprovar a condição de aposentado, pensionista ou beneficiário do BPC;
- Limites de renda mensal: A prefeitura concede isenção total para quem recebe até 3 salários mínimos. Rendimentos que variam entre 3 e 5 salários mínimos dão direito a descontos progressivos;
- Exclusividade patrimonial: O solicitante deve utilizar o imóvel apenas como residência própria e não pode possuir outra propriedade em qualquer lugar do território nacional;
- Teto de avaliação: Em 2026, o valor venal do imóvel em São Paulo para fins de isenção atinge o limite de R$ 150.000. Caso o imóvel supere essa marca, a lei exige o pagamento proporcional ou integral.
2. Medicamentos e insumos de saúde.
O gasto com farmácia figura como o maior dreno financeiro para idosos, principalmente aqueles que encaram doenças crônicas.
Neste contexto, o Sistema Único de Saúde(SUS) e o Programa Farmácia Popular operam em 2026 com listas atualizadas de fornecimento obrigatório, removendo esse custo da planilha familiar.
A proteção na área da saúde abrange os seguintes itens:
- Fármacos de uso contínuo: O Estado fornece gratuitamente remédios para o controle da hipertensão, asma e diabetes, além de tratar patologias crônicas que exigem medicação vitalícia;
- Tecnologia assistiva: A lei obriga o governo a entregar próteses, órteses e outros dispositivos que auxiliem na locomoção ou na recuperação da saúde do segurado;
- Itens de higiene: Fraldas geriátricas integram o rol de fornecimento obrigatório, desde que o paciente apresente a prescrição médica devidamente carimbada por profissional da rede pública.
3. Transporte
A mobilidade permite que o idoso mantenha sua vida social e realize consultas médicas sem o ônus das tarifas de deslocamento.
A lei protege o direito de ir e vir por meio de regras claras para trajetos urbanos e viagens entre estados.
- Sistema Urbano: Cidadãos com 65 anos ou mais acessam ônibus, trens e metrôs apresentando apenas o documento de identidade. Diversas capitais brasileiras, em 2026, já estendem esse benefício para quem possui 60 anos, mediante cadastro eletrônico local;
- Viagens interestaduais gratuitas: As empresas de ônibus devem reservar duas vagas sem custo por veículo para idosos que ganham até dois salários mínimos. O interessado deve solicitar o bilhete no guichê físico com pelo menos três horas de antecedência;
- Abatimento de 50%: Caso os dois assentos gratuitos já estejam ocupados, a transportadora tem a obrigação legal de vender a passagem com metade do preço para o idoso que comprovar a renda dentro do limite estabelecido.
Como idosos podem fazer valer os seus direitos?
Entretanto, nenhum desses benefícios ocorre de forma automática.
O idoso ou seu procurador legal precisa realizar a gestão burocrática junto aos órgãos competentes para garantir a economia no final do mês:
- Protocolo do IPTU: O contribuinte deve procurar a Secretaria da Fazenda do seu município para entregar a matrícula do imóvel atualizada e o extrato de rendimentos do INSS;
- Retirada de medicamentos: O paciente deve apresentar o Cartão Nacional de Saúde (CNS) e a receita médica dentro do prazo de validade em qualquer unidade básica ou farmácia credenciada;
- Cartão da pessoa idosa: O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) emite o documento que facilita a comprovação de baixa renda em viagens e eventos culturais, agilizando o acesso aos descontos previstos em lei.
A aplicação correta dessas normas assegura que o orçamento da terceira idade permaneça focado no que realmente importa: a longevidade com qualidade e dignidade.
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