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(Foto: Reprodução)

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Elivaldo (Rafael Losso) quase vai ter um treco em “Império” ao ver José Alfredo (Alexandre Nero) vivinho da Silva. Tudo começa quando o ambulante assiste ao jogo do filho e vê quando a bola bate na janela do quarto do bar do Manoel (Jackson Antunes), quebrando a vidraça. Neste momento, Zé está saindo do banho, acende a luz e dá de cara com o ambulante pulando a janela para dentro do quarto. O camelô leva um susto ao ver José Alfredo coberto pelo vapor do banho como se fosse um fantasma.

Zé joga pingos de água de um copo no rosto do sobrinho e diz: “Hei! Elivaldo! Não vai ter um piripaque aqui, pelo amor de Deus! Não fica com medo… Você não está vendo assombração, não. Sou de carne e osso!”. Tenso, ele responde: “Como assim? O que tá rolando aqui… Eu fui no seu enterro!”. “Pois é, mas eu não morri. Estou aqui vivinho da Silva. Mais imbatível que o Chuck Norris… Pode tocar em mim e tirar suas próprias conclusões! Agora não fique com essa cara de quem achou os efeitos especiais do filme uma porcaria… Sente aqui que eu vou te contar tudo…”, diz Zé.

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Ao contar todo o seu plano, Elivaldo se mostra compreensível. “Ficou clara as suas razões, meu tio. Tão estranho a forma como o senhor entrou nas nossas vidas… quer dizer, na vida da Cris…”, diz o camelô. José Alfredo, então, sente que não faz muita diferença para o sobrinho. “Não, não é isso. É que a sua filha é a Cristina. Já eu, continuo filho do Evaldo… seu irmão. Sei pouco a respeito dele, só de ouvir a mãe e tia Cora falarem… Ele me fez falta… Morreu quando eu ainda estava na barriga de minha mãe… Tive que me virar na vida… E dei muitos tropeços… Quase errei meu caminho…”, conta o ambulante.

Zé conta que não teve tempo de pedir desculpas para o irmão por conta do envolvimento com Eliane: “Nem eu e nem ela queríamos, mas aconteceu… Até hoje, toda noite, antes de dormir, eu peço perdão a ele, esteja Evaldo onde estiver… E peço agora também a você…”. Eles se abraçam e o Homem de Preto afirma: “Só não me aproximei mais, Elivaldo, porque eu te olhava e via teu pai na minha frente. E toda vez eu morria por dentro, de culpa, remorso… e de saudade! Quero que saiba o quanto eu lhe quero bem e estimo. Você superou problemas sérios como bebida, prisão, tudo na ausência de um pai… Acho que foi isso que te transformou no excelente pai que é pra Victor!”.

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