Comunicado do Banco Central traz alerta em chaves PIX do Bradesco, Itaú e mais

Banco Central faz alerta para quem faz uso do PIX (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Lennita/Canva)
Será que as suas chaves Pix estão seguras? Banco Central libera um relatório que mostra exatamente onde seu CPF foi cadastrado sem você saber
Conforme muitos sabem, o PIX consolidou-se como a modalidade de transferência mais utilizada pelos brasileiros, tornando-se uma ferramenta indispensável no cotidiano financeiro.
Criado pelo Banco Central em 2020, o sistema permite transações instantâneas, pagamento de contas e compras pelo celular a qualquer hora do dia ou da noite.
No entanto, a enorme popularidade desta ferramenta eficaz atraiu a atenção de criminosos, gerando uma onda de fraudes que acende um sinal vermelho.
Em virtude disso, um comunicado do Banco Central traz alerta em chaves PIX do Bradesco, Itaú e demais instituições, reforçando a necessidade de vigilância constante.
Por meio dos seus canais oficiais de comunicação, o BC enfatiza o perigo do uso indevido de dados pessoais.
Como funciona o relatório de monitoramento?
A fim de combater a vulnerabilidade, o Banco Central disponibiliza o relatório das chaves PIX, uma ferramenta de gestão dentro da plataforma Registrato.
De acordo com o órgão, por meio deste serviço, o cidadão consegue gerenciar todas as chaves registradas sob seu CPF ou CNPJ e identificar quais estão ativas, desativadas ou se sofreram alterações sem o seu consentimento.
O acesso ao relatório é direto e seguro, uma vez que o usuário deve entrar no portal “Meu BC” no site oficial do Banco Central para ter acesso.
Dentro da plataforma, basta selecionar “Veja todos os serviços do BC” e, em seguida, “Relatórios Financeiros e Informações Pessoais”.
O sistema permite a pesquisa direta por “relatórios de chaves PIX”, em que as informações aparecem consolidadas ao lado de outros dados importantes, como históricos de empréstimos e contas bancárias abertas em diversas instituições.
Entendendo o histórico de chaves no relatório:
Dentro do documento gerado pelo sistema, o beneficiário encontra o histórico completo de todas as chaves criadas em seu nome.
O relatório detalha o banco de cadastro da chave, o dia e a hora exata da criação e o status atual daquela informação.
O Banco Central esclarece os quatro principais status que uma chave pode apresentar:
- Chave ativa: Indica que o dado está pronto para uso normal pelo titular;
- Bloqueada judicialmente: Significa que a chave está impedida de operar por uma ordem da Justiça, podendo retornar ao status ativo caso a decisão seja revogada;
- Em reivindicação: Este é o ponto mais crítico para a segurança. Indica que o usuário está tentando recuperar um dado que foi utilizado por terceiros para criar uma chave indevida;
- Em portabilidade: Mostra o processo de transferência de uma chave de um banco para outro, por livre escolha do cliente.
A autoridade monetária reforça que o monitoramento deve ser uma prática rotineira.
Ao identificar qualquer banco ou chave desconhecida no relatório, o usuário deve entrar em contato imediato com a instituição financeira mencionada e com o próprio Banco Central.
Como acessar o Registrato do Banco Central?
- Acesso unificado: Conforme mencionamos acima, entre no site oficial do Registrato (BCB) utilizando obrigatoriamente sua conta Gov.br (nível Prata ou Ouro);
- Consulta de chaves: Em seguida, no painel principal, selecione a opção “Meus PIX” para gerar o relatório completo de todas as chaves vinculadas ao seu CPF;
- Auditoria de contas: Verifique a seção “CCS” (Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro) para identificar contas bancárias abertas em seu nome que você não reconhece;
- Monitoramento de crédito: Utilize a aba “SCR” para conferir se houve empréstimos ou financiamentos realizados por terceiros usando seus dados;
- Ação preventiva: Caso encontre chaves ou contas indevidas, tire um print, entre em contato imediato com a instituição citada e registre um Boletim de Ocorrência.
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