Veja o que muda na sua conta-poupança; Entenda decisão do Banco Central e onde investir para vencer a inflação de 4,46%
E o Banco Central do Brasil, por meio das suas redes sociais oficiais, trouxe um informe com decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), a qual afeta diretamente quem possui conta-poupança nos principais bancos.
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Isso porque, entre os meses de novembro e dezembro, eles decretaram a permanência da taxa básica de juros da economia em 15% ao ano.
Tal veredito, feito por unanimidade pelos membros do colegiado, marca a quarta manutenção consecutiva do índice.
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O que consolida a taxa Selic no maior patamar registrado nos últimos 20 anos.
De acordo com o G1, tal comunicado oficial adotou um tom rígido, reafirmando que a autoridade monetária manterá os juros neste nível por um período “bastante prolongado” diante de um cenário de “elevadas incertezas” globais e domésticas.
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Inclusive, essa situação de imobilismo na taxa frustra qualquer expectativa imediata de alívio no custo do crédito, priorizando o combate rigoroso às pressões inflacionárias.
Uma vez que a instituição utiliza a Selic como sua principal ferramenta para:
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- Ancorar as expectativas do mercado;
- Garantir que o IPCA convirja para o centro da meta.
O Impacto nas Poupanças
Vale frisar que a manutenção da Selic em 15% também traz consequências diretas e expressivas para quem guarda dinheiro.
Como a taxa básica está muito acima do gatilho de 8,5% ao ano, a rentabilidade da caderneta de poupança permanece travada em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
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Na prática, isso significa que a poupança segue perdendo atratividade frente a outros investimentos de renda fixa que acompanham diretamente os 15% nominais da taxa de juros, como:
- Tesouro Selic;
- CDBs;
- fundos DI.
Para o pequeno poupador, o cenário de juros elevados por período prolongado é uma faca de dois gumes:
- Enquanto o rendimento nominal dos títulos públicos brilha, o custo de oportunidade de manter o dinheiro na poupança tradicional aumenta drasticamente;
- O investidor que ignora essa diferença deixa “dinheiro na mesa”, já que a inflação de 4,46% exige rendimentos reais robustos para que o patrimônio não perca valor de compra.
Um diagnóstico preocupante
O comunicado do Copom justifica a manutenção da taxa ao destacar que o cenário econômico atual exige cautela extrema.
O colegiado aponta que o país ainda enfrenta:
- Expectativas desancoradas;
- Projeções de inflação elevadas;
- Resiliência na atividade econômica;
- Pressões no mercado de trabalho.
Na prática, isso significa que a economia brasileira continua aquecida, o que, embora pareça positivo para o crescimento, gera um risco de alta nos preços, especialmente no setor de serviços.
A autoridade monetária enfatiza que “seguirá vigilante” e que os passos futuros dependerão da evolução dos dados.
O Banco Central não hesita em afirmar que pode retomar o ciclo de alta dos juros caso o processo de desinflação não ocorra como o esperado.
A estratégia é forçar uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico a fim de garantir que o poder de compra da população, especialmente da parcela mais pobre, não seja corroído pela inflação.
Janela para 2026
Ainda no dia 10 de dezembro, os dados do IBGE mostraram que o IPCA de novembro ficou em 0,18%, o menor nível para o mês em sete anos.
No acumulado de 12 meses, a inflação oficial atingiu 4,46%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Banco Central, que possui teto de 4,5%.
Apesar do resultado ligeiramente abaixo das expectativas, o Copom olha para o horizonte de longo prazo.
O Banco Central já mira o segundo trimestre de 2027 em seus modelos de projeção.
Como as alterações na Selic demoram entre seis e 18 meses para surtir efeito pleno na economia, a manutenção atual visa controlar os preços de amanhã.
Atualmente, as projeções do mercado para 2025 e 2026 situam-se em 4,40% e 4,16%, respectivamente, valores que permanecem acima da meta central de 3% buscada pela instituição.
Existe previsão para a redução da Selic?
Embora o BC tenha mantido o tom duro, o mercado financeiro já vislumbra o fim do ciclo de alta.
De acordo com a InfoMoney, o consenso entre analistas é que a Selic começará a cair no primeiro trimestre de 2026, com apostas variando entre janeiro e março.
A projeção mediana do Boletim Focus aponta que a taxa fechará 2026 em 12,13%, mas há divergências importantes entre as grandes casas de análise.
O Bank of America (BofA) e o ASA estimam cortes mais agressivos, levando a taxa para 11,25% e 11,50%, respectivamente.
Por fim, o Itaú projeta um encerramento de ano mais conservador, em 12,75%, devido à resiliência da inflação.
O ritmo dessa queda será ditado pelo:
- “Horizonte relevante” de 2027;
- Capacidade do governo em equilibrar os gastos em um ano eleitoral.
Fator esse que pode gerar pressões expansionistas e dificultar o trabalho do Banco Central.
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