Atualizações de hoje (16/3): Informe diz o que bloqueia a conta no Bradesco

Descubra os gatilhos invisíveis que travam o acesso ao seu dinheiro no Bradesco e aprenda o que as instituições não podem fazer.

16/03/2026 às 08:45 · Tempo de leitura: 8 minutos

Bradesco emite comunicado sobre bloqueio de conta (Foto Reprodução/TV Foco/Bradesco/Lennita/Freepik)

Descubra os gatilhos invisíveis que travam o acesso ao seu dinheiro no Bradesco e aprenda o que as instituições não podem fazer com seus recursos

A segurança bancária e o cumprimento de normas financeiras tornaram-se prioridades absolutas no sistema bancário brasileiro, afetando diretamente a experiência do usuário. Inclusive, para muitos correntistas, a interrupção súbita no acesso aos recursos gera transtornos profundos e dúvidas sobre os critérios adotados pelas instituições.

Logo, é importante que os clientes compreendam as engrenagens invisíveis que monitoram cada transação para evitar surpresas desagradáveis no uso do aplicativo ou do cartão.

Pensando nisso, com base em informações oficiais do próprio sistema, bem como do perfil do advogado Leandro Zambrano, trazemos atualizações de hoje (16/3) sobre um informe que diz o que bloqueia a conta em bancos como o Bradesco, expondo a aplicação rigorosa de políticas internas que visam mitigar riscos regulatórios, mesmo que surpreendam o consumidor desprevenido.

O que suspende a conta do Bradesco?

A lógica por trás desses procedimentos segue diretrizes de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo (PLD/FT).

No entanto, o Bradesco adota o protocolo comum, em que o bloqueio preventivo precede o diálogo com o cliente.

Embora a instituição não publique um guia definitivo para o público, a análise de casos práticos e da atuação forense permite identificar os gatilhos que acionam os alertas de segurança do banco.

Diferente do que muitos pensam, atividades totalmente lícitas podem sofrer sanções se apresentarem padrões de comportamento atípicos aos olhos do algoritmo.

  • O sistema monitora se os valores que entram e saem da conta condizem com a renda declarada no momento da abertura ou atualização cadastral;
  • Contas com pouco tempo de abertura que passam a receber aportes elevados sofrem monitoramento intenso;
  • Aumentos drásticos e repentinos no fluxo de dinheiro, sem uma justificativa documental prévia, costumam gerar travas automáticas;
  • Entradas e saídas de valores em intervalos muito curtos sugerem ao banco que a conta serve apenas para transitar dinheiro, o que levanta suspeitas de irregularidades;
  • O recebimento frequente de valores via PIX de terceiros sem relação clara com o titular aumenta o risco de bloqueio;
  • Se a sua conta interage com outros perfis que já estão sob investigação ou apuração interna, o banco pode aplicar medidas restritivas preventivas.

Setores mais visados

Certas áreas de atuação são consideradas “sensíveis” pelas políticas internas da instituição devido à dificuldade de rastreio ou à natureza da atividade.

Profissionais e empresas desses ramos precisam de cautela redobrada na documentação:

  • Mercado de criptoativos: Transações frequentes com corretoras de criptomoedas;
  • Intermediação de negócios: Atividades informais que envolvem veículos, imóveis ou corretagens;
  • Ambiente digital: marketing digital, marketplaces e plataformas de apostas esportivas;
  • Gestão Informal: Movimentações de terceiros dentro da conta de pessoa física.

O Bradesco adota essa postura rígida porque prefere o erro pelo bloqueio cautelar do que enfrentar sanções dos órgãos reguladores.

Afinal de contas, para a instituição, o custo administrativo de um bloqueio é inferior ao risco de corresponsabilização jurídica por transações suspeitas.

O que o banco não pode fazer com sua conta?

Apesar de o banco ter autonomia para realizar bloqueios preventivos, essa prerrogativa não é absoluta e deve respeitar os limites do Código de Defesa do Consumidor e das normas do Banco Central.

  • Direito à Informação: O banco não pode reter valores indefinidamente sem fornecer uma explicação mínima ou prazos para a regularização;

MAS ATENÇÃO! Por questões de sigilo da investigação de lavagem de dinheiro, o banco muitas vezes não diz o motivo exato no primeiro momento (usando frases genéricas). O que ele é obrigado a fazer é liberar o saldo para transferência para outra conta de mesma titularidade caso decida encerrar a conta, ou dar um prazo de análise (geralmente de 7 a 15 dias).

  • Proporcionalidade do bloqueio: As medidas restritivas devem ser proporcionais ao risco, não podendo deixar o cidadão em situação de vulnerabilidade extrema sem acesso a itens básicos;
  • Atuação do Judiciário: Em casos em que o bloqueio se prova abusivo ou desnecessariamente longo, a Justiça brasileira tem revertido as decisões administrativas das instituições e, em episódios graves, garantido indenizações por danos morais;

Sendo assim, se a sua conta sofreu uma restrição, o problema pode não ser a origem do dinheiro, mas a falta de enquadramento correto da sua atividade nos cadastros do banco.

Logo, manter a declaração de renda atualizada e os documentos comprobatórios à mão é a melhor estratégia para evitar interrupções.

Assista abaixo um vídeo de como a nova ferramenta do Banco Central pode evitar que seu nome seja usado em contas fraudulentas, um dos principais motivos de bloqueios preventivos.

Mas, para mais informações envolvendo o Bradesco, clique aqui*.

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