Informe do Serasa chega aos que usam o PIX no Brasil hoje 01/03

Serasa emite alerta para quem costuma fazer pagamentos via PIX (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Serasa)
Proteja sua conta agora! Serasa emite novo informe aos que fazem PIX com frequência; Descubra do que se trata e saiba o que fazer
Não é nenhuma novidade que a agilidade do sistema do Pix revolucionou o mercado, no entanto, essa mesma velocidade em resolver pagamentos também exige um novo nível de atenção por parte dos consumidores.
Neste contexto, um informe do Serasa chega para conscientizar a população sobre a sofisticação das táticas criminosas em golpes e como identificá-los a fim de se proteger.
Afinal de contas, como o sistema opera 24 horas por dia e processa valores em segundos, qualquer descuido pode resultar em prejuízo imediato.
Abaixo, exploramos:
- Esses mecanismos de segurança;
- As fraudes mais comuns em 2026;
- O que você deve fazer para recuperar seu dinheiro.
Uma engenharia social bem arquitetada
Os golpistas raramente invadem o sistema do Banco Central; em vez disso, eles “invadem” a mente da vítima.
Através da engenharia social, os criminosos manipulam sentimentos como urgência, medo ou ganância para induzir o usuário a realizar uma transferência voluntária.
Eles se passam por funcionários de bancos, parentes em dificuldades ou investidores de sucesso.
Veja abaixo os mais comuns:
1. O golpe do Pix Agendado:
Nesta modalidade, o criminoso mira vendedores e prestadores de serviço. Ele agenda o pagamento para uma data futura, gera o comprovante e o envia como se a transação estivesse concluída. Após receber o produto, ele cancela o agendamento no aplicativo do banco.
- Como se proteger? Verifique sempre o extrato da sua conta. O dinheiro deve constar como “saldo disponível” ou “Pix recebido”, e não apenas no papel do comprovante.
2. O robô do Pix (Pirâmide Financeira):
Golpistas prometem multiplicar valores por meio de supostos robôs de investimento ou falhas no sistema bancário. Eles apresentam tabelas onde R$ 100 viram R$ 1.000 em minutos.
- Mas é verdade? Jamais! Não existe esse negócio de multiplicação mágica de dinheiro. Trata-se de uma pirâmide onde o golpista desaparece assim que recebe o seu Pix inicial.
3. Comprovante falso e WhatsApp clonado:
Por fim, criminosos utilizam editores de imagem para alterar nomes e valores em comprovantes. No caso do WhatsApp, eles simulam um novo número de um familiar ou clonam a conta original para pedir “empréstimos” urgentes.
- Como se proteger? Ligue para a pessoa por uma chamada de voz ou vídeo antes de transferir qualquer valor, mesmo que a história pareça convincente.
Inclusive, outro truque infalível é pedir para a pessoa gravar um áudio dizendo uma palavra específica, como “paralelepípedo”. Golpistas que usam inteligência artificial para simular voz muitas vezes travam em palavras complexas ou em pedidos fora do roteiro padrão de urgência!
O que é o bloqueio em cascata?
Ainda de acordo com o Serasa, a partir deste ano, o Banco Central implementou camadas adicionais de proteção que facilitam a recuperação de valores.
O destaque é o bloqueio em cascata.
Antigamente, se o criminoso pulverizasse o dinheiro roubado em várias contas diferentes, a recuperação tornava-se impossível.
Agora, ao denunciar um golpe, o sistema rastreia o caminho do dinheiro e bloqueia automaticamente as contas subsequentes que receberam frações daquela transação.
Além disso, as denúncias podem ser feitas diretamente no aplicativo bancário, agilizando o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Como blindar a sua conta?
- Ative o 2FA: Primeiramente, use a autenticação em dois fatores em todas as redes sociais e aplicativos financeiros;
- Limite de horário: Configure limites baixos para transferências realizadas no período noturno (das 20h às 06h);
- Monitoramento de CPF: Utilize ferramentas como o Serasa Premium para receber alertas em tempo real sobre consultas ao seu nome ou vazamento de dados na Dark Web;
- Desconfie de Links: Jamais cadastre chaves Pix através de links recebidos por SMS ou e-mail. Use sempre o ambiente seguro do seu banco.
O que mais você deve saber sobre o PIX?
1. É possível cancelar um Pix após confirmar a senha?
Não diretamente. O Pix é instantâneo e irreversível pelo usuário. A única forma de tentar reaver o valor é acionando o Mecanismo Especial de Devolução (MED) no seu banco em até 80 dias, relatando a fraude.
2. Como saber se um comprovante de Pix é falso?
Observe a fonte do texto, o alinhamento dos números e a qualidade do logotipo do banco. Comprovantes falsos costumam ter borrões ou letras diferentes das usuais. A única prova real é o dinheiro no seu extrato.
3. O banco é obrigado a devolver o dinheiro em caso de golpe?
O banco analisa cada caso. Se ficar comprovada a falha de segurança da instituição ou se o dinheiro ainda estiver em contas rastreáveis pelo sistema de bloqueio, a devolução ocorre. No entanto, se o usuário transferiu por livre vontade (caindo em engenharia social), a recuperação é mais complexa.
4. O que o golpista faz com o meu CPF?
Além de aplicar golpes de Pix, criminosos usam dados vazados para abrir contas em bancos digitais, solicitar cartões de crédito e fazer compras, sujando o nome da vítima. Por isso, monitorar o CPF é essencial.
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