O INSS anunciou nova regra para antecipação de benefícios a partir de R$ 1.621. Entenda todos os detalhes agora
Quem depende de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode ter uma boa notícia em 2026. O governo anunciou uma nova regra que promete acelerar a análise de pedidos e permitir que alguns segurados recebam o pagamento mais rápido.
A mudança vale para quem precisa solicitar o auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Com o novo modelo, o benefício poderá ser analisado apenas com documentos médicos, sem a necessidade imediata de passar por perícia presencial.
A novidade faz parte de uma atualização do sistema Atestmed. Destacando que, antes, quando o benefício era concedido apenas com documentos médicos, o prazo máximo de afastamento era de 60 dias. Assim, com a nova regra, esse período acabou sendo ampliado e pode chegar a até 90 dias.
Dessa forma, isso pode acelerar a decisão do INSS e permitir que o pagamento acabe sendo liberado mais rápido para segurados, que podem receber valores a partir de R$ 1.621, que é o piso do INSS. Assim, destacando que os segurados podem receber valores acima desse mínimo.
Perícia pode analisar documentos sem atendimento presencial
De acordo com as informações divulgadas pelo portal oficial do INSS, com o novo formato, o perito médico do INSS poderá analisar os documentos enviados pelo segurado e tomar uma decisão com base nessas informações.
O especialista terá acesso aos dados do trabalhador no sistema e poderá avaliar atestados, exames e relatórios médicos. Com base nessa análise, o perito decide se aprova ou nega o benefício.
O perito também pode definir a data de início do afastamento e o tempo de duração do benefício, mesmo que fique diferente do prazo indicado pelo médico.
Mudança pode reduzir filas no INSS?
Uma das principais metas é diminuir a fila de perícias. A estimativa do governo é que cerca de 10% dos pedidos que antes precisavam de perícia presencial agora possam ser resolvidos apenas com análise de documentos. Assim, com isso, mais pessoas poderão ter o benefício analisado mais rápido.
Além disso, outra mudança importante é o aumento do prazo do benefício concedido pelo sistema. Como agora ele pode chegar a 90 dias, mais trabalhadores poderão usar esse tipo de análise. A expectativa é que mais de 500 mil segurados por ano sejam beneficiados pela medida.
Pedido de prorrogação ainda exige perícia
- Se o segurado ainda não estiver recuperado quando o prazo do benefício estiver perto do fim, será possível pedir prorrogação.
- O segurado deve fazer esse pedido até 15 dias antes de o benefício terminar.
- Nessa situação, o segurado precisará passar por uma perícia presencial para que o INSS avalie se o afastamento deve continuar.
Benefício negado pode acabar sendo contestado
- Caso o pedido acabe negado, o segurado ainda tem direito de recorrer.
- O prazo para entrar com recurso administrativo é de até 30 dias após receber a resposta do INSS.
Documentos precisam estar completos
- Para evitar problemas na análise do pedido, o segurado deve enviar documentos médicos claros e completos.
- O atestado deve trazer o nome do segurado, a data de emissão, o tempo de afastamento recomendado, o diagnóstico ou código da doença, além da assinatura e do registro do médico no conselho profissional.
- Quando a documentação está correta, as chances de o benefício acabar analisado mais rápido aumentam bastante.
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