O novo salário mínimo impacta diretamente o INSS e até mesmo o piso previdenciário. Mas, para quem recebe acima do piso, também teve um aumento
O Governo Federal e o INSS confirmaram o novo valor do salário mínimo para 2026, que passa a ser de R$ 1.621. O reajuste de 6,79% em relação ao ano anterior já está em vigor e beneficia diretamente idosos com 65, 68, 71+ anos que recebem o piso previdenciário.
Aliás, este aumento garante a manutenção do poder de compra e segue as diretrizes da política de valorização real do salário mínimo estabelecida pelo atual governo. Assim, a medida atinge trabalhadores da iniciativa privada, servidores públicos e beneficiários da Previdência Social.
Vale lembrar que o cálculo do novo salário mínimo segue uma regra rigorosa que combina a reposição da inflação com o crescimento da economia nacional. Para 2026, o Governo Federal aplicou dois índices fundamentais:
- Reposição Inflacionária (INPC): O Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulado até novembro de 2025 registrou 4,18%. Este percentual garante que o salário não perca valor frente à alta dos preços;
- Crescimento Real (PIB): O governo soma ao INPC o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores (2024), que o IBGE confirmou em 3,4%.
Reajuste do teto do INSS
Por outro lado, para quem recebe valores acima do piso, o reajuste se deu com um valor abaixo do esperado. Ocorre que, o fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 3,9% em 2025 trouxe um valor menor nas aposentadorias e pensões pagas acima do salário mínimo.
Com a atualização, o teto do INSS sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Aliás, é importante destacar que o percentual aplicado para quem ganha acima do mínimo é menor do que o concedido ao piso, visando apenas a reposição inflacionária.
Conforme o G1, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referencial médio no Brasil, findou 2025 com alta de 4,26%. Pelo fato do INPC ser o índice de base para corrigir os benefícios pagos acima do piso nacional, a diferença entre ambos os indicadores sinaliza perda de poder de compra.
Calendário de pagamentos de janeiro
Aliás, os pagamentos referentes aos novos valores começam em 26 de janeiro e estendem-se até 6 de fevereiro.
Calendário para benefícios de até um salário-mínimo
- Final 1: 26 de janeiro;
- Final 2: 27 de janeiro;
- Final 3: 28 de janeiro;
- Final 4: 29 de janeiro;
- Final 5: 30 de janeiro;
- Final 6: 2 de fevereiro;
- Final 7: 3 de fevereiro;
- Final 8: 4 de fevereiro;
- Final 9: 5 de fevereiro;
- Final 0: 6 de fevereiro.
Benefícios acima de um salário-mínimo
- Finais 1 e 6: 2 de fevereiro;
- Finais 2 e 7: 3 de fevereiro;
- Finais 3 e 8: 4 de fevereiro;
- Finais 4 e 9: 5 de fevereiro;
- Finais 5 e 0: 6 de fevereiro.
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