Aumento de 25%: Recurso engorda conta desses aposentados do INSS em 2026

Esses aposentados do INSS podem garantir um aumento de 25% no benefício em 2026; Descubra as 9 condições médicas que dão direito.

17/04/2026 às 08:45 · Tempo de leitura: 7 minutos

Entenda o adicional do INSS (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/TV Foco)

Esses aposentados do INSS podem garantir um aumento de 25% no benefício em 2026; Descubra as 9 condições médicas que dão direito ao adicional

A rede de proteção da Previdência Social no Brasil, o INSS, possui mecanismos que vão muito além do pagamento básico mensal, especialmente para aqueles que enfrentam limitações severas de autonomia.

Inclusive, diante do aumento do custo de vida e dos cuidados especializados, um adicional de 25% torna-se um recurso vital para garantir dignidade aos segurados que não conseguem mais realizar tarefas simples sem o apoio de terceiros.

Esse “bônus de assistência” é um direito previsto em lei que visa custear parte dos gastos com cuidadores ou auxílio familiar, garantindo que a incapacidade física ou mental não se transforme em abandono.

Sendo assim, com base em informações oficiais do portal GOV, trazemos abaixo os seguintes assuntos:

  • Quem tem direito ao “Bônus de Assistência”?
  • Da cegueira à incapacidade mental;
  • A única regra que permite ultrapassar o valor máximo do INSS;
  • Como receber os valores atrasados desde a concessão?
  • Passo a passo para solicitar pelo Meu INSS.
A aposentadoria por invalidez pode ter um adicional de 25% em casos específicos (Foto: Reprodução/Montagem/Internet)

Quem tem direito ao “Bônus de Assistência”?

O acréscimo de 25% é destinado exclusivamente aos segurados aposentados por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) que necessitam de assistência permanente de outra pessoa para atividades básicas, como higiene, alimentação e locomoção.

O art. 45 da Lei 8.213/91 é claro: o benefício é um suporte para a sobrevivência digna do segurado.

É importante ressaltar que este direito não se estende às aposentadorias por idade ou tempo de contribuição, sendo restrito aos casos de invalidez.

Da cegueira à incapacidade mental

O governo federal e a perícia médica utilizam uma lista técnica para identificar quem faz jus ao aumento;

Entre as principais condições estão:

  1. Cegueira total;
  2. Paralisia de dois braços ou duas pernas;
  3. Perda de nove ou mais dedos das mãos;
  4. Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida social;
  5. Doença que deixe o segurado acamado;
  6. Perda de um braço e uma perna, quando a prótese for impossível;
  7. Incapacidade permanente para as atividades da vida diária.

Exceção à regra:

Um detalhe técnico fundamental em 2026 é que este adicional de 25% é uma das raríssimas exceções em que o valor do benefício pode ultrapassar o teto máximo da Previdência Social.

Ou seja, mesmo que o aposentado já receba o valor máximo pago pelo INSS, se ele comprovar a necessidade de assistência de terceiros, o acréscimo será calculado e pago sobre esse montante, garantindo que o teto não impeça o acesso ao auxílio necessário para o cuidado.

Como receber os valores atrasados desde a concessão

O pagamento do adicional pode gerar um montante acumulado significativo.

Se a perícia médica constatar que a necessidade de auxílio de terceiros já existia no momento em que a aposentadoria foi concedida, o INSS deve pagar os valores retroativos desde a data de início do benefício.

Caso a condição de dependência tenha surgido após a aposentadoria, o pagamento retroage à data em que o segurado fez o pedido oficial (DER – Data de Entrada do Requerimento).

Como solicitar os 25% de adicional do INSS?

Em 2026, a solicitação é feita de forma totalmente remota, sem a necessidade de deslocamento até uma agência, o que facilita a vida de quem possui limitações físicas:

  1. Entre no app ou site Meu INSS com sua conta Gov.br;
  2. Digite “Acréscimo de 25%” no campo de pesquisa;
  3. Anexe laudos, atestados e relatórios médicos originais que comprovem a dependência;
  4. O sistema agendará uma perícia médica federal, que pode ser realizada no hospital ou domicílio caso o segurado esteja acamado;
  5. O prazo médio de resposta é de 45 dias úteis.
App MEU INSS (Foto: Reprodução/Internet)

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