INSS confirma regra que garante aumento de 25% no benefício e aposentados podem receber valor acima dos R$ 1.621

Milhares de brasileiros recebem aposentadoria do INSS todos os meses e acreditam que o valor do benefício não pode aumentar depois da concessão. No entanto, existe uma regra prevista na legislação previdenciária que permite um acréscimo de 25% para um grupo específico de segurados.

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Em muitos casos, as pessoas passam anos sem saber que podem solicitar esse valor extra, mesmo quando atendem aos critérios exigidos pela lei. O benefício tem como objetivo ajudar aposentados que enfrentam dificuldades severas no dia a dia e dependem da ajuda constante de outra pessoa para realizar tarefas básicas, como se alimentar, tomar banho, se locomover ou tomar medicamentos.

A regra continua em vigor e pode representar uma diferença importante no orçamento mensal de quem se enquadra nas exigências.

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A possibilidade de receber esse aumento ganhou destaque após novas orientações divulgadas pelo próprio governo federal sobre o tema. Embora muita gente associe qualquer reajuste automático aos benefícios pagos pelo INSS, esse acréscimo funciona de forma diferente. Ele não depende do salário mínimo, não faz parte dos reajustes anuais e também não é concedido automaticamente. O aposentado precisa solicitar o direito e passar por uma avaliação para comprovar sua condição.

Em alguns casos, o valor adicional pode representar centenas de reais a mais por mês, ajudando famílias que convivem com despesas elevadas relacionadas a cuidados médicos, medicamentos, equipamentos e contratação de cuidadores.

INSS (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
Ilustração logo do INSS (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

O aumento de 25% está previsto para quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente, benefício que anteriormente era chamado de aposentadoria por invalidez. Esse tipo de aposentadoria atende trabalhadores que perderam de forma definitiva a capacidade de exercer atividades profissionais e não conseguem ser reabilitados para outra função.

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Além disso, a legislação exige que o segurado também dependa da assistência permanente de terceiros para realizar atividades essenciais da vida cotidiana.

Na prática, isso significa que não basta apenas receber uma aposentadoria por incapacidade permanente. A pessoa precisa demonstrar que necessita de ajuda constante para tarefas básicas. O próprio governo apresenta exemplos de situações que podem justificar o pagamento do adicional.

Entre elas estão cegueira total, perda de vários dedos das mãos, paralisia dos membros superiores ou inferiores, doenças que deixam a pessoa acamada e outras condições que provoquem incapacidade permanente para atividades do dia a dia. A avaliação final ocorre por meio de perícia médica.

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Uma dúvida comum envolve quem recebe outros tipos de aposentadoria. Atualmente, o adicional de 25% é concedido administrativamente apenas para aposentados por incapacidade permanente que comprovem a necessidade de assistência contínua de outra pessoa. A regra não se aplica automaticamente a aposentadorias por idade ou por tempo de contribuição.

Outro ponto importante é que o valor extra pode ser pago mesmo quando o benefício já alcança o teto previdenciário. Em outras palavras, o acréscimo de 25% pode fazer com que o valor final recebido ultrapasse o limite normalmente pago pela Previdência Social. Essa é uma característica pouco conhecida da legislação e que costuma surpreender muitos segurados.

Quem acredita ter direito ao aumento pode fazer o pedido diretamente pelos canais digitais do INSS. O procedimento ocorre por meio da plataforma Meu INSS, disponível pelo site e aplicativo. Após acessar a conta, o segurado deve procurar pelo serviço relacionado ao acréscimo de 25% e seguir as orientações do sistema. Durante a análise, o órgão poderá solicitar documentos médicos, laudos, exames e até mesmo o comparecimento para uma nova perícia presencial.

Muitas pessoas perguntam o que é o Meu INSS. Trata-se da plataforma digital criada para reunir diversos serviços previdenciários em um único lugar. Por meio dela, o cidadão consegue solicitar benefícios, consultar pagamentos, acompanhar pedidos, emitir documentos e acessar informações relacionadas à Previdência Social sem precisar comparecer a uma agência.

O resultado da solicitação depende da análise da perícia médica federal. Os especialistas avaliam se realmente existe necessidade permanente de assistência de terceiros. Caso a condição seja comprovada, o aumento passa a integrar o benefício mensal. Segundo as regras vigentes, o pagamento pode ocorrer inclusive sobre o décimo terceiro salário recebido pelo aposentado.

Meu INSS (Foto: Divulgação)
Meu INSS (Foto: Divulgação)

Outro detalhe relevante envolve a continuidade do benefício. O adicional existe para auxiliar o aposentado durante o período em que houver necessidade de assistência permanente. Por isso, a legislação determina que ele não seja incorporado à eventual pensão deixada aos dependentes após o falecimento do segurado.

Diante desse cenário, muitos beneficiários do INSS acabam descobrindo que podem receber mais do que imaginavam. A falta de informação ainda impede que parte dos segurados exerça esse direito previsto em lei. Por isso, quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente e depende de ajuda constante para atividades básicas deve verificar sua situação junto ao INSS.

O conhecimento das regras, aliado à apresentação da documentação correta, pode fazer diferença significativa na renda mensal e contribuir para custear necessidades que costumam aumentar justamente nos momentos de maior fragilidade física e de saúde.