INSS garante benefício em dobro para aposentados em junho de 2026 e pagamento vai além do 13º salário

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem receber um valor extra em junho de 2026 além dos pagamentos tradicionais da aposentadoria, pensão e do 13º salário antecipado. O motivo é a continuidade do programa de ressarcimento criado para devolver valores descontados de forma irregular dos benefícios previdenciários entre março de 2020 e março de 2025.

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A medida ganhou grande repercussão porque milhões de segurados foram afetados por cobranças realizadas sem autorização, situação que levou o governo federal a organizar um amplo processo de devolução dos recursos.

A expectativa anunciada pelo Ministério da Previdência Social é concluir os pagamentos para os beneficiários que têm direito ao ressarcimento até o dia 20 de junho de 2026, desde que cumpram as etapas exigidas pelo programa.

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INSS (Foto: Divulgação)
INSS (Foto: Divulgação)

Na prática, muitos aposentados e pensionistas poderão receber dois depósitos em um mesmo período. O primeiro corresponde ao benefício mensal pago normalmente pelo INSS. O segundo envolve a devolução dos valores descontados indevidamente ao longo dos últimos anos. Esse ressarcimento ocorre após investigações que identificaram irregularidades em descontos de mensalidades associativas vinculadas a entidades, associações e sindicatos. Em diversos casos, os segurados afirmaram que nunca autorizaram essas cobranças.

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Diante da quantidade de reclamações e das apurações realizadas pelos órgãos de controle, o governo decidiu criar um acordo para devolver os valores aos prejudicados. Até agora, mais de 6,4 milhões de pessoas já contestaram os descontos considerados irregulares. Além disso, cerca de 4,4 milhões aderiram ao acordo de ressarcimento, permitindo a devolução de quase R$ 3 bilhões aos beneficiários.

Os descontos investigados foram realizados entre março de 2020 e março de 2025. Segundo as informações divulgadas pelo INSS, as cobranças estavam relacionadas principalmente a mensalidades associativas. Essas contribuições costumam ser cobradas por entidades que oferecem serviços ou representação aos aposentados.

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Entretanto, o problema surgiu quando muitos segurados identificaram valores descontados sem autorização formal ou sem sequer conhecer a entidade responsável pela cobrança. As investigações apontaram possíveis falhas e irregularidades em acordos firmados entre essas organizações e o sistema previdenciário.

Para garantir o recebimento da devolução, o beneficiário precisa verificar se houve algum desconto suspeito em seu histórico de pagamentos. O procedimento pode ser realizado por meio do Meu INSS, plataforma digital do governo que reúne diversos serviços previdenciários.

O acesso também pode ocorrer pela Central 135, que funciona por telefone, ou nas agências dos Correios habilitadas para prestar esse atendimento. Caso o aposentado ou pensionista encontre uma cobrança que não reconheça, ele deve registrar uma contestação formal.

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Após a contestação, a entidade responsável pelo desconto recebe um prazo de até 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem a autorização da cobrança. Se a entidade não responder, apresentar documentos inconsistentes ou houver indícios de irregularidade, o sistema libera automaticamente a possibilidade de adesão ao acordo de ressarcimento. Essa etapa é considerada fundamental para que o dinheiro seja devolvido ao segurado.

INSS realizou alguns descontos indevidos (Reprodução: Internet)
INSS realizou alguns descontos indevidos (Reprodução: Internet)

Descontos do INSS

Outro ponto importante envolve o prazo. O governo federal prorrogou o período para contestação dos descontos indevidos e estabeleceu o dia 20 de junho de 2026 como limite para essa etapa. O Ministério do INSS informou que a contestação é obrigatória para quem deseja participar do processo de ressarcimento. Por isso, especialistas recomendam que aposentados e pensionistas não deixem a consulta para a última hora, principalmente aqueles que não costumam acompanhar regularmente seus extratos de pagamento.

Depois que o segurado adere ao acordo, o pagamento costuma ocorrer rapidamente. O valor é depositado na mesma conta utilizada para receber o benefício previdenciário e pode ser liberado em até três dias úteis. Essa rapidez foi adotada para evitar novas dificuldades aos aposentados e pensionistas que aguardam a devolução dos recursos.

Alguns grupos contam com tratamento diferenciado. Indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos recebem atenção especial dentro do programa. Nesses casos, o ressarcimento ocorre de forma automática, sem necessidade de adesão manual ao acordo. A medida busca facilitar o acesso ao dinheiro para pessoas que podem enfrentar mais dificuldades para utilizar aplicativos, plataformas digitais ou outros canais de atendimento.

Além de devolver os valores descontados indevidamente, o sistema também bloqueia novas cobranças após a contestação. O objetivo é impedir que aposentados e pensionistas continuem sofrendo descontos considerados suspeitos enquanto o caso é analisado. O governo orienta os beneficiários a consultarem regularmente os extratos de pagamento para identificar movimentações que não reconheçam e agir rapidamente diante de qualquer irregularidade.

A iniciativa representa uma das maiores ações de ressarcimento já realizadas pelo INSS. Milhões de segurados já buscaram atendimento para recuperar valores descontados sem autorização, e a expectativa do governo é concluir a maior parte dos pagamentos ainda em junho.

Para muitos aposentados e pensionistas, a devolução funciona como um reforço financeiro importante em um momento de aumento dos gastos domésticos e de busca por mais segurança na administração dos benefícios previdenciários.