STF encerra revisão da vida toda do INSS

Nesta sexta-feira (19), o STF concluiu o julgamento que envolveu a chamada revisão da vida toda do INSS e manteve o entendimento que derruba a possibilidade de aumento de aposentadorias com base nessa regra.

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Por 7 votos a 3, os ministros rejeitaram o recurso apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que buscava garantir a aplicação da revisão para aposentados do INSS.

Nesta matéria, você saberá:

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  • STF encerra de vez a discussão sobre a revisão da vida toda do iNSS
  • Maioria dos ministros rejeita recursos de aposentadorias e entidades
  • O que acontece com processos em andamento
  • Impacto financeiro ao INSS

O que foi decidido pelo STF

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a maioria dos ministros entendeu que o tema já havia sido encerrado anteriormente e que não caberia reabrir a discussão.

Desse modo, o STF confirmou que a revisão da vida toda não pode ser aplicada para aumentar aposentadorias, mesmo em casos que ainda estavam em disputa judicial.

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Instituto Nacional do Seguro Social - INSS (Foto: Reprodução / Globo)
Instituto Nacional do Seguro Social – INSS (Foto: Reprodução / Globo)

Impacto financeiro e argumentos do INSS

Durante o julgamento, o INSS argumentou que a revisão da vida toda poderia gerar um impacto de até R$ 480 bilhões aos cofres públicos.

A revisão consiste em um pedido judicial para incluir no cálculo da aposentadoria todas as contribuições feitas ao longo da vida do segurado, inclusive as anteriores a julho de 1994, quando o Plano Real entrou em vigor.

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Na prática, isso poderia aumentar o valor de algumas aposentadorias.

O que já havia sido decidido antes

A revisão da vida toda já tinha sido derrubada em decisões anteriores, especialmente na análise da ADI 2.111, julgada em março de 2024.

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Previdência Social - INSS (Foto: Reprodução / Globo)
Previdência Social – INSS (Foto: Reprodução / Globo)

O que acontece agora com os aposentados?

Segundo especialistas em Direito Previdenciário, o STF mudou o foco da discussão: agora não se trata mais reconhecer o direito a revisão, mas sim definir os efeitos das ações já movidas.

A advogada Marcella Moreira Barbosa Hunas explica que muitos segurados entraram na Justiça quando havia decisões favoráveis.

“Após a mudança de entendimento proferida pelo STF nas ADIs 2.110 e 2.111, a principal discussão passou a tratar, sobretudo, da segurança jurídica e manutenção do direito para os segurados que ingressaram com a ação antes da mudança de entendimento pelo STF. A discussão passou então a ser quais os limites da retroação dessa mudança jurisprudencial?”, afirmou a advogada.

Com a decisão, o SFT definiu que:

  • Quem ainda não tinha decisão favorável não terá direito a revisão
  • Mesmo quem entrou na Justiça pode perder o benefício em definitivo
  • Em alguns casos, haverá redução de valores que estavam sendo pagos

Ponto mais favorável aos segurados do INSS

Apesar da decisão, houve uma regra de transição. Ficou garantido que:

  • Quem já recebeu valores não precisará devolver dinheiro
  • A regra vale apenas para ações até 5 de abril de 2024
  • Processos dentro desse período não terão cobrança de custos, honorários ou perícias
Ilustração logo INSS e homem (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
Ilustração logo INSS e homem (Foto: Montagem TV Foco / GMN)