INSS confirma quais beneficiários ficam de fora do pagamento do 13º salário em 2026 e revela quem não terá direito ao valor extra neste ano
O Instituto Nacional do Seguro Social confirmou a antecipação do 13º salário em 2026, mas reforçou que nem todos os beneficiários vão receber esse valor extra. O governo liberou o pagamento em duas parcelas, com depósitos iniciados entre abril e maio.
A medida alcançou milhões de segurados e movimentou bilhões de reais na economia. Ainda assim, uma parcela relevante dos beneficiários ficou de fora, o que gerou dúvidas e questionamentos em todo o país.
A antecipação do 13º salário do INSS injetou cerca de R$ 78 bilhões na economia brasileira e beneficiou mais de 35 milhões de pessoas. Esse público inclui aposentados, pensionistas e outros segurados que recebem benefícios de natureza previdenciária.

Apesar do número elevado, o próprio INSS destacou que nem todos os pagamentos feitos pelo instituto seguem as mesmas regras. Por isso, alguns grupos não têm direito ao abono anual, mesmo recebendo valores mensais regularmente.
O 13º salário do INSS funciona como um pagamento adicional anual. Ele segue lógica semelhante ao décimo terceiro pago a trabalhadores com carteira assinada. Esse valor extra costuma ser dividido em duas parcelas ao longo do ano.
A primeira parcela geralmente não tem desconto de impostos. Já a segunda pode ter descontos, dependendo do valor recebido pelo beneficiário. Esse pagamento existe porque o segurado contribuiu para a Previdência Social ao longo da vida profissional.
A Previdência Social é um sistema público que garante renda ao trabalhador em casos como aposentadoria, doença ou incapacidade. Para ter acesso aos benefícios previdenciários, a pessoa precisa contribuir mensalmente ao INSS durante sua vida ativa. Esse detalhe faz diferença na hora de definir quem tem direito ao 13º salário. O pagamento adicional só alcança quem participa desse sistema contributivo.
Quem não recebe o 13º salário?
Entre os principais grupos que não receberam o 13º salário em 2026 estão os beneficiários do BPC. O Benefício de Prestação Continuada atende idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que comprovam baixa renda.
Esse benefício garante um salário mínimo mensal para quem não tem meios de se sustentar. No entanto, ele não exige contribuição prévia ao INSS, o que muda completamente sua natureza.
O BPC é um benefício assistencial, não previdenciário. Isso significa que ele faz parte da assistência social, e não da Previdência Social. A assistência social atende pessoas em situação de vulnerabilidade, mesmo que nunca tenham contribuído. Por esse motivo, o BPC não inclui pagamentos extras como o 13º salário. Ele também não dá direito a outros benefícios, como pensão por morte para familiares.
Outro ponto importante envolve o Cadastro Único, conhecido como CadÚnico. O que é o CadÚnico? Trata-se de um sistema do governo que reúne informações de famílias de baixa renda em todo o país. Esse cadastro permite que programas sociais identifiquem quem precisa de ajuda.
Para receber o BPC, a pessoa precisa estar inscrita no CadÚnico e manter os dados atualizados. Mesmo com essa exigência, o benefício continua sendo assistencial e não inclui o abono anual.

Além dos beneficiários do BPC, outros grupos também ficaram fora do pagamento do 13º salário em 2026. Entre eles estão pessoas que recebem a chamada Renda Mensal Vitalícia. Esse benefício é mais antigo e atende um número reduzido de brasileiros. Alguns auxílios específicos, que não seguem as regras atuais da Previdência, também não garantem o direito ao pagamento adicional.
Por outro lado, o 13º salário é pago normalmente para quem recebe benefícios previdenciários. Isso inclui aposentadorias, pensões por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade e auxílio-reclusão. Todos esses benefícios exigem contribuição ao INSS em algum momento. Por isso, eles entram na regra que garante o pagamento do abono anual.
O calendário de pagamento seguue o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Essa organização ajuda a evitar filas e sobrecarga no sistema bancário. Os depósitos ocorrem junto com os pagamentos mensais, o que facilitou o acesso ao dinheiro. A antecipação também buscou estimular a economia, aumentando o consumo em diferentes setores.
Calendário de pagamento do 13º do INSS em 2026:
Para quem recebe até 1 salário mínimo:
- Final do NIS: 1 – pagamentos em 24/4 e 25/5
- Final do NIS: 2 – pagamentos em 27/4 e 26/5
- Final do NIS: 3 – pagamentos em 28/4 e 27/5
- Final do NIS: 4 – pagamentos em 29/4 e 28/5
- Final do NIS: 5 – pagamentos em 30/4 e 29/5
- Final do NIS: 6 – pagamentos em 4/5 e 1/6
- Final do NIS: 7 – pagamentos em 5/5 e 2/6
- Final do NIS: 8 – pagamentos em 6/5 e 3/6
- Final do NIS: 9 – pagamentos em 7/5 e 5/6
- Final do NIS: 0 – pagamentos em 8/5 e 8/6
Para quem recebe mais do que 1 salário mínimo:
- Final do NIS: 1 e 6 – pagamentos em 4/5 e 1/6
- Final do NIS: 2 e 7 – pagamentos em 5/5 e 2/6
- Final do NIS: 3 e 8 – pagamentos em 6/5 e 3/6
- Final do NIS: 4 e 9 – pagamentos em 7/5 e 5/6
- Final do NIS: 5 e 0 – pagamentos em 8/5 e 8/6
O debate sobre a inclusão do BPC no pagamento do 13º salário continua no Congresso Nacional. Projetos já foram apresentados, mas não avançaram até agora. Sem mudança na legislação, o governo mantém as regras atuais. Em 2026, a antecipação do 13º reforçou essa divisão entre benefícios previdenciários e assistenciais, mantendo a exclusão de parte dos beneficiários.
