Integrante do Pânico desabafa sobre aceitação e o fato de ter se assumido homossexual recentemente

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

24/01/2019 às 12:29 · Tempo de leitura: 3 minutos

Pânico (Foto: Reprodução)

Pânico (Foto: Reprodução)

Integrante do Pânico na rádio Jovem Pan, Igor Guimarães desabafou sobre a aceitação e o fato de ter se assumido homossexual em agosto de 2018. Em entrevista ao canal de Bruno Motta no YouTube, ele falou um pouco sobre a experiência: “Foi terrível”.

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“Pra fazer humor, a gente tem que se livrar das nossas vaidades, e é terrível, porque a gente gosta. Isso era uma vaidade que eu tinha, de não falar disso, de esconder isso. Aí veio o humor, me deu um socão na boca e disse que tem que falar, senão eu não iria conseguir passar de fase”, explica.

Igor Guimarães foi contratado do “Pânico”. (Foto: Divulgação)

“Falei, mas foi difícil. Fiz isso mais por uma questão de facilitar. Pra não falar pra cada um, eu falo: ‘Olha, gente, vê esse link aqui’. É uma questão mais prática mesmo”, disse ele, falando ainda sobre a contribuição para outras pessoas que sofrem com esse mesmo problema (não se aceitar).

“Será que ajudou? Existem muitas formas de refletir sobre um assunto, às vezes com psicólogos e remédios, às vezes com humor. Esse leque é importante, a pessoa tem para onde correr”, afirma o integrante do Pânico, que falou ainda sobre o teste para A Praça é Nossa, no SBT.

“O Carlos Alberto me odiou. Eu fazia o marido de uma mulher do Nordeste, um homem que apanhava da mulher, andava com as mãos engessadas porque ela batia nele. Passamos o texto para o Carlos Alberto, ele tirou umas 70 piadas. Falava: ‘Isso aí não pode'”, lamenta.

Igor Guimarães foi contratado do “Pânico”. (Foto: Divulgação)

“Na hora de gravar, o diretor cortou mais coisa ainda, ficaram só duas piadas. Quando a gente estava gravando, minha peruca começou a subir. Aí acho que o Carlos Alberto pensou: ‘Eles não estão preparados, não estão prontos pra fazer humor'”, disse ainda o comediante.

No entanto, ele destaca: “Gosto de programas trash. E eles não morrem, os grandes programas trash estão aí ainda. O povo adora essas coisas. Tipo Casos de Família, aquilo lá é muito bom’. Confira a entrevista completa a seguir:

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