Interdição, fechamento e nº1 de Fortaleza abalado: Fim de hospital após 56 anos abala o Ceará
Fim de hospital ocorre após interdição, após 56 anos no Ceará, e mudança atinge número um da saúde de Fortaleza
Ilustração hospital fechado (Fotos: Canva)
Hospital encerra atividades e unidade de Fortaleza passa a abrigar 32 pacientes
Nesta sexta-feira, 28, iremos relembrar o fechamento de um hospital no Ceará após 56 anos. A decisão também afetou uma casa de saúde localizada no bairro Messejana, em Fortaleza.
A interdição da unidade ocorreu oficialmente no dia 1º de outubro de 2024, após uma decisão tomada pelo Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial (Ceimpa) e a Defensoria Pública do Ceará (DPCE).
Mas, afinal, o que aconteceu?
Estamos falando do fechamento do Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes (IPGSG), localizado em Itaitinga.
Inaugurado em 1968, o IPGSG funcionou por mais de cinco décadas como a única unidade no Ceará voltada para a internação de pessoas com transtornos mentais envolvidas em crimes.
No entanto, a decisão de fechamento foi tomada em função da política de desinstitucionalização e reforma psiquiátrica, que visa a reabilitação e reintegração social desses indivíduos.
Mudanças de internos para hospital de Fortaleza
Em janeiro de 2023, o hospital abrigava 117 internos, porém, em 2024, restavam 32 pacientes na unidade, de acordo com o portal ANC.
Desse modo, após a decisão de fechamento, os internos foram realocados para diferentes serviços, incluindo residências terapêuticas e leitos hospitalares.
O Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto, no bairro Messejana, em Fortaleza, foi um dos principais locais de acolhimento para esses pacientes.
Motivação e contexto da decisão
A decisão de interdição do IPGSG é parte de um processo mais amplo iniciado em 2020, com o objetivo de desinstitucionalizar os pacientes e oferecer alternativas de tratamento menos segregadoras.
De acordo com Luiza Nivea Dias Pessoa, defensora pública e integrante do Ceimpa, essa ação é um reflexo de um trabalho contínuo de várias instituições, com destaque para a Defensoria Pública, que buscou assegurar direitos fundamentais aos internos.
Reintegração e cuidados para os pacientes
Luiza também destacou que, entre os internos, muitos tinham alvarás de soltura, mas estavam no hospital por não ter outro lugar para ir.
Além disso, a grande dificuldade estava em reintegrá-los à sociedade, pois muitas famílias não aceitaram o retorno dos pacientes.
“Das que ainda estavam cumprindo medida de segurança e não eram moradoras de longos anos, voltou pros seios familiares. E as que estão em leitos hospitalares e por precisarem de tratamentos mais específicos, mas também sairão e ficarão no tratamento ambulatorial tão logo se regulem e sejam estabelecidos locais onde possam viver”, explicou Luiza.
Hospital deu apoio aos pacientes?
Por fim, durante o período de internação, os pacientes receberam assistência jurídica da DPCE.
Em parceria com as secretarias estaduais de Saúde (Sesa) e de Administração Penitenciária (SAP), foram garantidas a emissão de documentos essenciais, como:
- Certidões de nascimento
- Carteiras de identidade
- Auxílio para o acesso a benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC)
Considerações finais
Em suma, no dia 01 de outubro de 2024, o Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes (IPGSG), localizado em Itaitinga, fechou e 32 pacientes foram realocados para o Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto, no bairro Messejana, em Fortaleza.
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