Saiba qual banco patrocinador do Jornal Nacional enfrentou intervenção do Banco Central e entenda os motivos da falência
Um banco que já foi muito famoso no Brasil e que chegou a patrocinar o Jornal Nacional acabou quebrando nos anos 1990. O caso chamou muita atenção e virou um dos episódios de falência mais conhecidos da história do sistema financeiro brasileiro.
O banco que foi à falência após intervenção do Banco Central foi o Banco Nacional. A instituição tinha forte presença no mercado e também ficou conhecida por patrocinar o Jornal Nacional, exibido pela Globo.
O Banco Nacional
Aliás, para quem não sabe, o Banco Nacional surgiu em 1944, em Minas Gerais. De acordo com as informações divulgadas pela Wikipédia, a empresa foi liderada pelo político mineiro José de Magalhães Pinto e por outros empresários.
Com o passar dos anos, o banco cresceu bastante. Ele abriu agências em vários estados e passou a figurar entre os maiores bancos privados do país. Durante décadas, a instituição teve grande influência no mercado financeiro.
Além disso, o banco ganhou visibilidade ao investir em publicidade e patrocínios. Um dos exemplos mais lembrados foi o apoio ao piloto brasileiro Ayrton Senna, quando o marketing esportivo ainda engatinhava no Brasil.
Aliás, o Banco Nacional também ficou ligado à televisão. A instituição foi patrocinadora do Jornal Nacional, um dos principais jornais da TV até hoje. Esse patrocínio ajudou a tornar o banco ainda mais conhecido entre os brasileiros, já que o programa sempre teve grande audiência em todo o país.
Problemas no fim dos anos 1980, intervenção do Banco Central e falência
Apesar da fama e do tamanho, a situação financeira do banco começou a piorar no final da década de 1980. Investigações apontaram que a instituição usava registros contábeis irregulares para esconder prejuízos. Assim, alguns números do banco não mostravam a situação real das contas.
Com o tempo, o rombo financeiro ficou grande demais para ficar escondido. Em 18 de novembro de 1995, o Banco Central decidiu intervir no Banco Nacional. Aliás, a medida acabou sendo tomada depois que foram descobertas centenas de contas fictícias dentro da instituição.
De acordo com a fonte, essas contas inflavam artificialmente os números do banco e escondiam perdas enormes. Ao todo, foram identificadas 652 contas falsas. Após a intervenção, o banco foi dividido. Assim, a parte considerada saudável foi vendida para o Unibanco.
Já a parte cheia de dívidas permaneceu no Banco Nacional e entrou em processo de liquidação, o que, na prática, marcou o fim da instituição. Depois da quebra do banco, investigações foram abertas e várias pessoas ligadas à antiga administração foram acusadas de fraude.
O caso ganhou grande repercussão e ficou marcado como um dos maiores escândalos do sistema bancário. Dessa forma, o Banco Nacional, que já foi um dos maiores bancos do país e patrocinador do Jornal Nacional, terminou sua história após intervenção do Bacan e falência na década de 1990.
Falência x Recuperação Judicial: Qual a diferença?
De acordo com o portal ‘Vem Pra Dome’, ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento. No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa.
Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação e o negócio acaba fechando as portas. A recuperação judicial visa manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Na outra, ocorre o encerramento, sendo considerado irrecuperável.
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