Polícia Federal teria iniciado investigação contra Virginia Fonseca, segundo revista Piauí

Gabriel Perline, colunista do programa de Sonia Abrão, repercutiu uma reportagem da revista Piauí que traz informações sobre uma possível investigação da Polícia Federal envolvendo Virginia Fonseca.

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“Virginia Fonseca está sob investigação da Polícia Federal. A WePink nasceu e foi sustentada inicialmente com dinheiro do tráfico internacional de drogas, financiado pelo PCC”, diz a publicação de Gabriel Perline.

As alegações citadas têm como base informações apresentadas na reportagem da revista. Até o momento, não há comprovação das acusações.

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Nesta matéria, você saberá:

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  • Suposta investigação da Polícia Federal envolvendo Virginia Fonseca
  • Questionamento sobre movimentações financeiras
  • Como a WePink surgiu e por que a origem da empresa virou alvo de discussões
Publicação de Gabriel Perline (Foto: Reprodução / Instagram)
Publicação de Gabriel Perline (Foto: Reprodução / Instagram)

Polícia Federal estaria investigando Virginia Fonseca

De acordo com a Piauí, a investigação teria como foco a análise da legalidade de operações financeiras envolvendo Virginia Fonseca e suas empresas.

Entre os pontos apurados estariam:

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  • A origem dos recursos movimentados
  • A compatibilidade entre receitas declaradas e valores recebidos
  • Possíveis irregularidades fiscais
  • Eventuais indícios de crimes financeiros e lavagem de dinheiro

A publicação afirma que os investigadores buscam esclarecer se todas as transações ocorrem dentro da legalidade.

Movimentações milionárias levantaram questionamentos

Um dos casos destacados pela revista Piauí envolve a Talismã Digital, empresa que pertenceu a Virginia Fonseca e Zé Felipe.

Segundo a reportagem, entre março e setembro de 2024, a companhia recebeu cerca de R$ 22,4 milhões.

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Desse montante, R$ 17,7 milhões teriam sido transferidos por uma única empresa, a AMP Pay Marketing e Negócios, por meio de cinco operações via PIX.

A situação teria chamado a atenção porque a AMP Pay estaria enquadrada no regime tributário do Simples Nacional, destinado a empresas com limite de faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Ainda conforme a reportagem, também foram levantados questionamentos sobre a estrutura e capacidade financeira da empresa movimentar valores tão elevados.

Virginia Fonseca, em seu programa no SBT (Foto: Internet)
Virginia Fonseca, em seu programa no SBT (Foto: SBT)

Relatórios sigilosos foram analisados

A reportagem da Piauí também afirma ter tido acesso a Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo os jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina, os documentos apontariam movimentações bancárias consideradas relevantes para os órgãos de fiscalização e que motivariam novos esclarecimentos sobre as operações financeiras.

Virginia Fonseca (Foto: Reprodução / Instagram)
Virginia Fonseca (Foto: Reprodução / Instagram)

A origem da WePink também entrou na discussão

Além das movimentações financeiras, a revista também abordou a trajetória de criação da WePink, atualmente considerada o principal negócio de Virginia Fonseca.

Segundo a reportagem, a história da marca teria começado com os empresários Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, que atuavam na empresa Pink Lash, especializada em sobrancelhas e cílios.

A Pink Lash teria tido como sócia a enfermeira Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC” por ter sido casada com um integrante da organização criminosa.

Posteriormente, Samara e Thiago teriam encerrado essa sociedade e fundado a WePink em parceria com Virginia Fonseca e o empresário chinês Chaopeng Tan.

A reportagem ressalta que a ligação mencionada é sobre a composição societária de empresas anteriores e que a WePink se tornou, anos depois, um dos maiores cases de sucesso do mercado de cosméticos brasileiro.

WePink alcançou faturamento bilionário

Mesmo em meio à repercussão das informações divulgadas, a WePink segue como uma das marcas mais conhecidas do setor de beleza no país.

De acordo com os números citados pela Piauí, a empresa teria alcançado futuramente de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em 2025.

Virginia Fonseca (Foto: Reprodução/ Instagram)
Virginia Fonseca (Foto: Reprodução/ Instagram)

Assessoria nega acusações

Procurados pela Piauí, os advogados de Virginia Fonseca negaram qualquer irregularidade e afirmaram que os valores foram devidamente registrados por meio de notas fiscais e declarados aos órgãos competentes.