Contribuintes com 15 doenças previstas em lei recebem isenção total do Imposto de Renda e asseguram benefício integral ao longo de 2026

A isenção do Imposto de Renda para pessoas com doenças graves continua garantida em 2026 e segue regras claras previstas na Lei 7.713 de 1988. A norma assegura que aposentados, pensionistas e militares reformados deixem de pagar o imposto sobre esses rendimentos quando comprovam diagnóstico de enfermidades específicas.

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A Receita Federal aplica essa regra atualmente e mantém o direito mesmo após mudanças na tabela geral do tributo. Portanto, mesmo quem recebe acima de 5.000 reais por mês pode conseguir a isenção total, desde que comprove a condição de saúde prevista em lei.

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Imposto de Renda – (Foto: Divulgação)

Além disso, o benefício não depende de incapacidade para trabalhar. A lei exige apenas o diagnóstico de uma das doenças listadas e a comprovação por laudo médico oficial. Esse laudo precisa indicar a doença, informar a data do diagnóstico e apresentar o CID.

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O CID é o Código Internacional de Doenças, uma classificação usada mundialmente para identificar enfermidades de forma padronizada. Assim, o governo evita dúvidas sobre o problema de saúde apresentado.

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A isenção vale somente sobre aposentadoria, pensão ou reforma. Salários, aluguéis e rendimentos de investimentos continuam sujeitos à tributação normal.

No entanto, muitos contribuintes ainda confundem essa regra e acreditam que a isenção atinge toda a renda. A Receita Federal esclarece que o benefício recai apenas sobre os proventos ligados à aposentadoria ou pensão.

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Quais doenças dão direito à isenção do Imposto de Renda?

A legislação lista 15 doenças que garantem o direito. Entre elas aparece a neoplasia maligna, que significa câncer em qualquer parte do corpo. Também entram cardiopatia grave, doença de Parkinson, esclerose múltipla e AIDS.

A cardiopatia grave envolve doenças sérias do coração que comprometem a função cardíaca. Já a esclerose múltipla atinge o sistema nervoso central e pode causar limitações físicas importantes.

  1. Neoplasia Maligna (Câncer): Tumores malignos de qualquer parte do corpo.
  2. Cardiopatia Grave: Doenças graves do coração com risco de vida ou limitação significativa.
  3. Doença de Parkinson: Transtorno neurológico progressivo que afeta o movimento.
  4. Esclerose Múltipla: Doença autoimune que afeta o sistema nervoso central.
  5. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS/HIV): Doença que compromete o sistema imunológico.
  6. Alienação Mental: Inclui transtornos mentais graves, como esquizofrenia ou demência.
  7. Cegueira (inclusive monocular): Perda total ou parcial da visão conforme critérios legais.
  8. Nefropatia Grave: Doença renal grave que compromete a função dos rins.
  9. Hepatopatia Grave: Doença grave do fígado.
  10. Paralisia Irreversível e Incapacitante: Perda permanente de movimentos.
  11. Espondiloartrose Anquilosante: Inflamação crônica da coluna e grandes articulações.
  12. Tuberculose Ativa: Infecção pulmonar grave em fase ativa.
  13. Hanseníase: Doença infecciosa crônica.
  14. Contaminação por Radiação: Exposição severa à radiação ionizante.
  15. Fibrose Cística (Mucoviscidose): Doença genética que afeta os pulmões e digestão.

Solicitação

Para pedir a isenção, o contribuinte deve procurar o INSS ou o órgão que paga o benefício. O INSS é o Instituto Nacional do Seguro Social e administra aposentadorias e pensões no Brasil. O pedido exige laudo oficial emitido por serviço médico público ou reconhecido pelo órgão pagador.

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Além disso, o interessado deve guardar exames e documentos que comprovem o histórico clínico.

Caso o imposto tenha sido descontado após o diagnóstico, o contribuinte pode pedir restituição dos últimos 5 anos. Nesse caso, ele apresenta laudos e solicita a revisão das declarações anteriores.

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o direito nasce na data do diagnóstico. Portanto, mesmo que o pedido administrativo ocorra depois, a isenção pode retroagir.

Por fim, em 2026, a regra segue válida e protege quem enfrenta doenças graves. A medida reduz o peso financeiro em um momento delicado da vida.

Contudo, por isso, especialistas recomendam atenção aos documentos e ao prazo de solicitação. O benefício existe, está em vigor e pode representar alívio real no orçamento de milhares de famílias.