Itaú, Bradesco e Santander encerraram juntos 2.334 agências

Os maiores bancos do país realizaram o fechamento de inúmeras agências físicas e transformaram a forma como milhões de brasileiros acessam serviços financeiros.

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Em 2025, o Itaú, Bradesco e Santander encerraram juntos 2.334 agências e postos de atendimento, de acordo com dados divulgados nos balanços oficiais das instituições.

O Bradesco liderou o movimento. O banco fechou 1.356 unidades em 2025, uma redução de 28,2 % em comparação com 2024.

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Em seguida, aparece o Santander, que encerrou 579 unidades, o equivalente a uma queda de 25.6%. Já o Itaú encerrou 399 agências de atendimento, uma redução de 13.6%.

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Já a Caixa encerrou 196 agências físicas em 2025, de acordo com informações do portal Seu Crédito Digital.

O que dizem os bancos?

Em entrevista ao portal Metrópoles, os executivos das instituições afirmaram que os cortes fazem parte de uma estratégia de modernização e eficiência.

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Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, declarou que o banco ajustou seu ‘footprint’, termo usado para se referir à estrutura física de atendimento.

De acordo com Marcelo, a instituição busca reduzir custos e aumentar a competitividade no ambiente digital.

No Santander, o CEO Mario Leão afirmou que a redução acompanha um comportamento já consolidado dos clientes: menos visitas às agências e mais uso de canais digitais.

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A estratégia, de acordo com Mario, é manter menos unidades, porém mais estruturadas.

Já o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, destacou que a mudança vai além do fechamento das agências.

O Itaú concluiu a migração de 15 milhões de clientes para o superapp dentro da estratégia chamada “One Itaú”, reforçando a oferta de um banco totalmente digital.

Por que os bancos estão fechando as agências?

O fechamento das agências físicas também acompanha uma transformação no setor financeiro. Atualmente, o digital tornou-se preferência.

Atualmente, o cliente abre conta, solicita crédito, investe, paga contas e renegocia dívidas pelo celular, sem precisar sair de casa.

Além disso, a questão financeira também pode pesar. Manter uma agência envolve despesas altas com aluguel, segurança, energia, funcionários e mais.

No entanto, os fatores não param por aí. Bancos digitais operam sem estrutura física e com custos menores, oferecendo tarifas reduzias e pressionando os tradicionais a se adaptarem.

O uso da inteligência artificial no atendimento automatizado e análise de crédito também diminuem a necessidade de atendimento presencial.

Como isso impacta os clientes?

Por fim, a mudança também facilita a vida de quem já utiliza aplicativos e prefere resolver tudo online.

Por outro lado, idosos, moradores de cidades pequenas e pessoas com menos acesso à tecnologia podem enfrentar dificuldades com o fechamento das agências.