Jesuíta Barbosa, o Jove de Pantanal, assume o que viveu em novela da Globo: “Saí uma pessoa diferente”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Jesuíta Barbosa, o Jove de Pantanal, assume o que viveu em novela da Globo: “Saí uma pessoa diferente” - Reprodução
O ator Jesuíta Barbosa, que interpreta Jove em Pantanal, diz que a novela o transformou
O ator Jesuíta Barbosa, que dá vida ao personagem Jove, no grande sucesso da Globo, Pantanal, não esconde o orgulho em estar em um projeto tão amado pelo público. Jesuíta Barbosa acredita que a novela não só entretem, como faz o público refletir sobre diversos assuntos importantes na atualidade.
“O interessante da novela é que a gente tem um enredo que contempla a possibilidade de pensamento. Geralmente, [as novelas] têm um vilão, um mocinho, o bem e o mal. Pantanal discute morte, violência, instinto. Anda tudo muito invertido hoje em dia, focam na violência como algo positivo, gratuito, e na novela a gente lembra que a violência é uma outra coisa”, diz Jesuíta Barbosa, em entrevista a Quem.
O ator Jesuíta Barbosa, que interpreta Jove em Pantanal, diz que a novela o transformou – Foto: Reprodução
Virou família
Pantanal está sendo tão especial para Jesuíta, que ele admite que a novela o transformou, de alguma forma, e que o fez ver um novo sentido na palavra “família”.
“Já saí uma pessoa diferente [da novela]. Fiquei muito próximo do Jove, em algum momento a gente se misturou, se transmutou, aconteceu uma simbiose. Aprendi um sentido novo de família, porque é uma família toda atípica, tem o Zé Leôncio (Marcos Palmeira), um cara que declaradamente viveu coisas, tem uma mulher que ele não assume”, disse. ”
Tem erros que a gente pode entender que vão ser reparados com o tempo. Eu tenho questões com a minha família que eu acho que só daqui 10, 20 anos, eu vou conseguir resolver, então tudo bem”, declarou ele.
Ainda na oportunidade, ele disse que a trama tem interesse em discutir política ambiental. “Porque tem tudo ficado muito obscuro. A Amazônia vendida, o Pantanal pegando fogo, e as pessoas dizendo que isso é normal”, desabafa o ator, que cita a personagem Juma, interpretada por Alanis Guillen, como representação dos povos das regiões afetadas.
“Ela propõe essa percepção mais institiva, mais natural das coisas, discute política de um jeito muito genuíno, é feminista, discute política ambiental sem fazer palanque”, concluiu o ator de Pantanal.
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