Jhonatan Azevedo revela que continua morando na favela e que agora é conhecido como 'o dono do morro'

01/10/2017 às 11:45 · Tempo de leitura: 3 minutos

Sabiá em "A Força do Querer". (Foto: Fábio Rocha)

Jhonatan Azevedo, o Sabiá em “A Força do Querer” (Foto: Fábio Rocha)

O ator Jhonatan Azevedo, que interpreta o Sabiá em “A Força do Querer”, revelou em entrevista para o jornalista Leo Dias que continua morando no Morro do Vidigal e que todo mundo só o chama de Sabiá.

“Minha mãe me chama de Sabiá. Fui pedir uma comida aqui na comunidade do Vidigal onde eu sempre pedi. A dona nunca botou nome. Agora a quentinha vem escrito: “Para o Sabiá, o dono do morro”, declarou. Ele agora mora sozinho no Vidigal. Seus pais ficaram na Cruzada São Sebastião, uma comunidade no Leblon. “Meus pais não saem da Cruzada por nada. É favela do Leblon, né? Ninguém quer sair”.

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O ator declara que as senhoras ficam no seu pé após Elvira (Beth Faria) na novela. “Isso foi a melhor parte da minha vida. Cria uma proximidade muito grande. As crianças gostam do personagem e as senhoras ficam loucas com o Sabiá. Já ouvi adolescentes falando: “minha avó te ama”. Tem meninas que falam: “eu te pegava, mas se eu aparecer com você em casa a minha avó vai ficar louca”.

Ele conta que está ganhando muito mais além do Sabiá. “Graças a Deus eu estou sendo muito requisitado para falar sobre o Sabiá e sobre a minha vida. Tá muito corrido. Eu saio da gravação e dou entrevistas, faço presenças vip… Está muito bom, graças a Deus. E estou entrando com um flashback do Sabiá para eu não sair totalmente do ar depois da prisão do personagem”, disse.

Além disso, Jhonatan contou se virou “marombeiro”. “Não, porque eu não gosto de ficar muito forte. Penso muito nas articulações. Eu não vou pra academia pra ficar forte. Cuido da saúde e faço uma terapia na academia. Malhar se tornou um benefício espiritual. E tenho que estar bem. Pra ser galã tem que estar bem”, conta.

No entanto, ele não teve uma infância fácil. “Mas aprendi muito sobre infância e caráter. Cresci na Cruzada e muitos amiguinhos não tiveram a minha oportunidade. Fui guardador de carro, boleiro de aula de tênis… Mesmo sendo filho adotivo, meus pais nunca deixaram que eu largasse a escola ou que desistisse dos meus sonhos. Quando tinha uns 8 anos, ia até o Leme pedindo dinheiro na rua. Na zona sul é muito bom. Voltava com uns R$ 200 em moedas. Comi no Mc Donalds mais do que criança americana. Minha mãe não sabia. A vizinha é que contou que eu ficava no Mc Donalds pedindo comida”, revela.

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