JN denuncia escândalo de Edir Macedo e principal âncora da Record é demitido: "Foi um chute no estômago"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

12/10/2021 às 17:03 · Tempo de leitura: 3 minutos

Edir Macedo virou manchete do JN por escândalo religioso (Foto: Montagem/TV Foco)

O proprietário da Record viu o escândalo de sua igreja ir parar no Jornal Nacional

Além do dia das crianças, o dia 12 de outubro é a data que se comemora o dia da Nossa Senhora de Aparecida para os católicos. No entanto, o feriado religioso já foi um dos responsáveis por um dos maiores escândalos envolvendo a Igreja Universal do Bispo Edir Macedo, dono da Record.

Acontece que em 1995, o líder da emissora paulista viu o bispo da Universal Sérgio Von Helder chutar a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante o programa “Palavra de Vida”.

A atração foi ao ar justamente no dia 12 de outubro, quando o religioso desferiu chutes na estátua da santa tentando mostrar que era algo sem teor religioso, nas palavras dele.

Sergio Von Helder era bispo da Igreja Universal (Foto: Reprodução)

O caso já foi tratado por Edir Macedo, como “um chute no estômago“. Em suas autobiografias, o bispo Edir Macedo admite que esse foi o maior erro que sua igreja cometeu.

Na época, repercussão foi imediata e chegou até a virar manchete do Jornal Nacional na Globo.

Em 1995 a emissora carioca evitava ao máximo qualquer assunto que fosse relacionado aos seus rivais, no entanto, o escândalo envolvendo Edir Macedo foi abordado durante vários dias no JN.

No entanto, no jornalismo da Record, que na época tinha Chico Pinheiro (atual âncora do Bom Dia Brasil), como o principal jornalista da emissora o episódio motivou uma nova polêmica.

CHICO PINHEIRO FOI DEMITIDO DA RECORD POR QUERER MOSTRAR O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Chico Pinheiro durante sua passagem na Record (Foto: TV História)

A pedido da direção da Record, seria veiculado um pedido de desculpas de Edir Macedo aos católicos. No entanto, Chico Pinheiro, que era editor-chefe do Jornal da Record, julgou que seria justo também colocar o posicionamento do cardeal Dom Eugênio Sales, o que não era aprovado pelos diretores.

Foi aí que o jornalista peitou os executivos da Record e ordenou que sua equipe exibisse a matéria, mesmo contra a vontade da alta cúpula. Chico, inclusive, se preparou para ler trechos da entrevista ao vivo, denunciando que foi censurado pelo canal. 

A matéria foi exibida e após poucos dias, Chico Pinheiro foi demitido da Record, por mostrar uma entrevista com o líder de outra religião, contrária a Igreja Universal.

Na ocasião, o apresentador recebeu um memorando do então presidente da emissora, o Bispo João Batista, no qual afirmava que Pinheiro teria denegrido a imagem da emissora pela imprensa, provocando uma debandada de anunciantes.

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