JN denuncia escândalo de Edir Macedo e principal âncora da Record é demitido: "Foi um chute no estômago"
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Edir Macedo virou manchete do JN por escândalo religioso (Foto: Montagem/TV Foco)
O proprietário da Record viu o escândalo de sua igreja ir parar no Jornal Nacional
Além do dia das crianças, o dia 12 de outubro é a data que se comemora o dia da Nossa Senhora de Aparecida para os católicos. No entanto, o feriado religioso já foi um dos responsáveis por um dos maiores escândalos envolvendo a Igreja Universal do Bispo Edir Macedo, dono da Record.
Acontece que em 1995, o líder da emissora paulista viu o bispo da Universal Sérgio Von Helder chutar a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante o programa “Palavra de Vida”.
A atração foi ao ar justamente no dia 12 de outubro, quando o religioso desferiu chutes na estátua da santa tentando mostrar que era algo sem teor religioso, nas palavras dele.
Sergio Von Helder era bispo da Igreja Universal (Foto: Reprodução)
O caso já foi tratado por Edir Macedo, como “um chute no estômago“. Em suas autobiografias, o bispo Edir Macedo admite que esse foi o maior erro que sua igreja cometeu.
Na época, repercussão foi imediata e chegou até a virar manchete do Jornal Nacional na Globo.
Em 1995 a emissora carioca evitava ao máximo qualquer assunto que fosse relacionado aos seus rivais, no entanto, o escândalo envolvendo Edir Macedo foi abordado durante vários dias no JN.
No entanto, no jornalismo da Record, que na época tinha Chico Pinheiro (atual âncora do Bom Dia Brasil), como o principal jornalista da emissora o episódio motivou uma nova polêmica.
CHICO PINHEIRO FOI DEMITIDO DA RECORD POR QUERER MOSTRAR O OUTRO LADO DA HISTÓRIA
Chico Pinheiro durante sua passagem na Record (Foto: TV História)
A pedido da direção da Record, seria veiculado um pedido de desculpas de Edir Macedo aos católicos. No entanto, Chico Pinheiro, que era editor-chefe do Jornal da Record, julgou que seria justo também colocar o posicionamento do cardeal Dom Eugênio Sales, o que não era aprovado pelos diretores.
Foi aí que o jornalista peitou os executivos da Record e ordenou que sua equipe exibisse a matéria, mesmo contra a vontade da alta cúpula. Chico, inclusive, se preparou para ler trechos da entrevista ao vivo, denunciando que foi censurado pelo canal.
A matéria foi exibida e após poucos dias, Chico Pinheiro foi demitido da Record, por mostrar uma entrevista com o líder de outra religião, contrária a Igreja Universal.
Na ocasião, o apresentador recebeu um memorando do então presidente da emissora, o Bispo João Batista, no qual afirmava que Pinheiro teria denegrido a imagem da emissora pela imprensa, provocando uma debandada de anunciantes.
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