Jorge Gabriela Amados
Quando soube que Gabriela seguirá o livro, decidi assistir. Os livros sempre são mais densos, profundos, mas quis enxergar os personagens em carne e osso. Vamos ser malvados, comecemos pelos erros, deixemos os acertos amarrados à fama global. Início arrastado, lerdo, morno, sofrido, oposto da cena em que Gabriela caminha sobre as pedras com seu tio doente. Nunca vi alguém com pouca água e alimento, após centenas de quilômetros em caminhada, dar passos tão rápidos. Estava serelepe, Juliana, e o diretor deixou assim. Talvez pensasse que o público sequer fosse notar pois ao fundo havia uma bela imagem amarelada enquanto os personagens estivessem em preto. É, pode ser que não notassem. Notamos!
Ivete conseguiu convencer, falou firme como legítima dona de bordel, além da voz, soube jogar o olhar correto sobre a amante do turco. Não podemos deixar de lado o jogo das câmeras, atentas, ágeis, movimentando momentos simples. E o detalhe em manter a música original, provavelmente para criar elo com a primeira versão. A Globo realmente faz novela como ninguém, seus artistas assumem seus personagens, os textos e a equipe técnica merecem nossa atenção. Ah, e a duração, menos de uma hora é uma boa para quem quer algo qualificado precisando trabalhar no dia seguinte. Nada longo, procedimento de empresas que podem se permitir ter lucro em programas curtos.
Ao término, saquei o livro, acrescentando a criatividade e a forma Jorge Amado de contar histórias.
Que venha mais.
Twitter: @cleomarsantos
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