Luta contra câncer: Jornal da Globo comunica morte de jornalista nesta terça-feira (16)
Na madrugada desta terça-feira (16), foi confirmada pelo Jornal da Globo, a morte de jornalista oriunda de um câncer.
Jornal da Globo confirma morte de jornalista (Foto: Reprodução / Instagram / Canva)
Jornal da Globo comunica morte de jornalista nesta terça-feira (16) e causa comoção
Na madrugada desta terça-feira (16), foi confirmada a morte de jornalista oriunda de um câncer. O escritor faleceu aos 78 anos em Recife, de acordo com informações do portal G1, Jornal da Globo.
Estamos falando do escritor pernambucano Raimundo Carrero, que perdeu a luta contra um câncer, de acordo com a família do autor de livros como “As sóbrias ruínas da alma”, que conquistou o Prêmio Jabuti em 2000.
O sepultamento acontece na Academia Pernambucana de Letras, da qual Raimundo Carrero era membro desde 2004 e localizada na Avenida Doutor Malaquias, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife.
Ao Jornal da Globo, a família do jornalista declarou que Raimundo Carrero estava internado há uma semana no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, no Centro do Recife.
Após sentir dores, ele compareceu à unidade de saúde e descobriu que estava com um câncer em estágio avançado próximo do pulmão.
O QUE É CÂNCER DE PULMÃO?
Desse modo, o diganóstico precoce é primordial, aumentando as chances de curas. O câncer de pulmão é uma das neoplasias (crescimento anormal de células no corpo) mais incidentes.
Inclusive, é uma das principais causadoras de óbito por câncer no mundo. Cerca de 85% dos casos estão diretamente associados ao tabagismo, incluindo o fumo passivo.
Desse modo, de acordo com informações do portal Instituto Vencer o Câncer, o tumor maligno surge quando células pulmonares passam a crescer sem controle.
JORNAL DA GLOBO EXPÔS QUE JORNALISTA ENFRENTAVA COMPLICAÇÕES DE UM AVC
Ocorre que os familiares do jornalista também recordaram que, há 16 anos, o escritor teve um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, passou a apresentar diversas comorbidades (duas ou mais doenças).
No comunicado de pesar, os parentes do jornalista destacaram que neste “momento de dor, a família agradece as manifestações de carinho, solidariedade e respeito recebidas de amigos, leitores, admiradores e de todos que tiveram suas vidas tocadas por sua trajetória”, diz a nota.
“Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”, afirmou a família do escritor.
DECRETADO LUTO OFICIAL?
No Instagram, a Academia Pernambucana de Letras declarou que “se solidariza com familiares, amigos, leitores e admiradores neste momento de dor e despedida” e se referiu a Carrero como “um dos mais importantes escritores pernambucanos de sua geração”.
Inclusive, evidenciaram que ele faleceu “no dia em que seu mestre e amigo, Ariano Suassuna, completaria 99 anos, caso estivesse vivo”.
O governo de Pernambuco decretou luto oficial de três dias “em sua memória e em reconhecimento a sua trajetória”. Em nota, Raquel Lyra (PSD) pontuou que recebeu com tristeza a notícia da morte do escritor.
“Com obras premiadas e reconhecidas no Brasil e no exterior, Carrero teve sua vida dedicada à defesa do jornalismo e da literatura. […] A minha solidariedade à família, amigos e inúmeros leitores neste momento de despedida. A escrita de Carrero jamais será esquecida. O seu legado também”, se manifestou a governadora.
AFINAL, QUAL FOI A TRAJETÓRIA DO JORNALISTA RAIMUNDO CARRERO?
Desse modo, Raimundo Carrero começou a escrever ainda na adolescência e também trabalhou como jornalista, construindo sua carreira no Recife.
Ele foi presidente da seccional Pernambuco da União Brasileira de Escritores por quatro mandatos consecutivos, no período entre 1995 e 2002, conforme relembrou o Jornal da Globo.
Com mais de 20 livros escritos, suas principais obras publicadas são:
- “Somos pedras que se consomem” (Grande Prêmio da Crítica – APCA de 1996 e Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de 1996);
- “As sóbrias ruínas da alma” (Prêmio Jabuti, 2000);
- “Sombra severa” (2001);
- “Ao redor do escorpião… uma tarântula?” (2003);
- “O delicado abismo da loucura” (2005);
- “O amor não tem bons sentimentos” (2007);
- “A preparação do escritor” (2009);
- “Romance do bordado e da pantera negra” (2014);
- “Colégio de freiras” (2020);
- “Estão matando os meninos” (2020);
- “A luta verbal: a preparação do escritor” (2022).
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