Júlia Almeida era presença certa em vários trabalhos do pai, o saudoso autor Manoel Carlos
Presença garantida nas tramas de Manoel Carlos (1933-2026), a atriz Júlia Almeida se manifestou sobre a morte do. Chamado carinhosamente de Maneco, o novelista, é considerado um dos maiores do Brasil e faleceu dia 10 de janeiro, aos 92 anos.
Manoel Carlos foi o autor de folhetins como Felicidade (1991), História de Amor (1995), Por Amor (1997), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006).
Sua última trama na emissora carioca foi Em Família, exibida em 2014. Em depoimento à Veja, Júlia declarou como os últimos momentos com o pai foram de afeto, mas também de dor.
“A convivência com meu pai, Manoel Carlos, nos anos em que o Parkinson avançava, foi ao mesmo tempo afetuosa e dolorosa. Preservar a dignidade dele era minha prioridade. Encontrei paz na convicção de que fiz tudo ao meu alcance para confortá‑lo”, disse.
JÚLIA ALMEIDA EXPÕE PORQUE MANTEVE O PAI LONGE DOS HOLOFOTES?
Desse modo, a atriz falou sobre como Parkinson mudou a rotina da família e justificou a decisão de manter o autor de novelas de sucesso Globo afastado dos holofotes.
“O dia a dia passou a ser tomado por consultas, exames, ajustes práticos e gente entrando e saindo da casa dele para ajudar. Minha mãe, Bety, foi presença permanente, dando o suporte emocional que nos sustentava”, contou a artista sobre como a doença do autor mudou a rotina da família.
“Fiz uma profunda reflexão sobre quão essencial era deixá-lo longe dos holofotes. Embora fosse figura pública, meu pai tinha direito à privacidade”, desabafou.
REVELA ÚLTIMOS MOMENTOS COM O AUTOR
Sendo assim, a atriz fez questão de destacar que muita gente questionou a decisão dela de manter Manoel Carlos recluso.
“Ter escrito tantas novelas ao longo de mais de cinco décadas não autorizava ninguém a participar daquele momento ou convertê-lo em espetáculo. Respeitar seu espaço foi uma forma de amor”, reforçou Júlia Almeida.
Por fim, Júlia também relembrou um dos últimos momentos ao lado do pai, como se já estivesse se preparando para se despedir do veterano.
“No último Natal, organizei uma celebração em família. Conversei com ele, beijei sua testa e falei: ‘Pode descansar’. Nosso último diálogo foi uma troca de olhares. Ele partiu aos 92 anos, em 10 de janeiro, segurando minha mão no hospital. Foi em paz, sereno, ainda que tudo tenha sido doído”, concluiu.

QUAL A CAUSA DA MORTE DE MANOEL CARLOS?
Desse modo, Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, onde realizada um tratamento contra a Doença de Parkinson.
O autor ficou famoso por suas tramas que representavam a sociedade carioca e até os dias atuais sempre causam repercussão quando são reprisadas.

“Desse modo, veja matéria completa sobre famosa morre por câncer e deixa última carta ao filho”.
