(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Continua depois da publicidade

Caio de Souza e Fábio Raposo, jovens de 23 anos acusados de matar o cinegrafista Santiago Andrade durante uma manifestação no Rio de Janeiro (RJ), em 2014, foram libertados pela Justiça. Os dois não responderão mais pelo crime de homicídio doloso e o processo será devolvido a uma das varas criminais comuns da capital fluminense.

De acordo com o MP-RJ, os dois assumiram o risco de matar alguém. “No contexto de uma manifestação, havia previsibilidade por parte dos agentes, que assumiram o risco de produzir o óbito. O dolo eventual não exige intenção de matar, mas, sim, a previsão do resultado e a assunção do risco de produzi-lo”, afirmou o Ministério Público fluminense em nota divulgada para a imprensa nesta quinta (19).

Continua depois da publicidade
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Após a decisão, a filha do profissional assassinado, Vanessa Andrade, comentou o caso por meio do perfil que mantém no Facebook. Seguindo a mesma profissão que o pai exercia antes de ser atingido por um rojão em uma manifestação no mês de fevereiro de 2014, a jornalista lamentou a libertação da dupla que lançou o artefato sobre Santiago: “Sou mais uma parcela da sociedade que passa a conviver com assassinos de um homem íntegro e justo em liberdade”.

Santiago Andrade morreu após ter sido atingido por um rojão, enquanto acompanhava os protestos contra a Copa do Mundo na capital fluminense, em 6 de fevereiro de 2014. Caio e Fábio, apontados como responsáveis pelo acionamento do artefato, respondiam por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, com uso de explosivo e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Os dois estavam presos desde fevereiro do ano passado.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade