Farinha com larvas: Vigilância Sanitária é acionada após descoberta horripilante em fábrica nº1 de SC em 2025

Descoberta horripilante de farinha com larvas assusta residentes de SC e aciona presença da Vigilância Sanitária (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Canva/Lennita
Agentes da Vigilância Sanitária flagram larvas e odor forte em uma fábrica nº 1 de farinha de peixe em Santa Catarina, SC
A Vigilância Sanitária e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) encontraram um verdadeiro “rio” de larvas espalhadas por uma fábrica de farinha de peixe em Itajaí, no bairro Cordeiros.
Isso porque, durante a inspeção, realizada no dia 29 de março de 2025, os fiscais registraram imagens que mostraram o chão tomado por larvas:
- As mesmas saíam de uma caçamba com rejeitos de pescado, matéria usada para a fabricação da farinha.
- Moradores denunciaram o forte odor vindo da unidade industrial, o que motivou a vistoria.
- Funcionários da empresa tentavam conter a situação lavando o pátio, enquanto os agentes verificavam as condições sanitárias do local.

Sendo assim, a partir de informações divulgadas pelo portal NDTV, a equipe especializada em fiscalização e serviços traz abaixo todos os detalhes dessa operação.
Empresa se pronuncia
A direção da fábrica, a qual não foi identificada pela fonte, afirmou que todos os rejeitos de pescado foram removidos e que o pátio passou por uma limpeza minuciosa.
A empresa atribuiu o problema a uma supersafra de pescado e a dificuldades logísticas em sua unidade de Biguaçu.
“O pescado acumulado continha grandes quantidades de camarão, o que agravou o odor. Estamos redirecionando esse material para nossa planta em Biguaçu para evitar novos problemas” – Declarou um representante da empresa.
A indústria também anunciou que firmou acordos com três aterros sanitários para acelerar o descarte adequado dos resíduos e impedir o acúmulo no pátio.
Prazo para interdição
O diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, Silvio Schaadt, determinou que a empresa resolvesse a situação no máximo até o dia 2 de abril.
Caso o odor persista após essa data, a indústria poderia ser multada em até R$ 450 mil e sofrer interdição:
“A empresa está ciente das penalidades. Se a situação não for resolvida, aplicaremos a multa por poluição ambiental e interditaremos o local.”

Os fiscais emitiram notificação formal e recolheram um recibo de comprovação. A próxima vistoria ocorrerá ao longo da semana, com previsão de conclusão do relatório final até a próxima sexta-feira (11).
Impactos no setor pesqueiro:
A indústria em questão processa aproximadamente 100 toneladas de rejeitos de pescado diariamente, recebendo matéria-prima de diversas empresas do litoral catarinense.
Se interditarem a fábrica, a cadeia produtiva da pesca enfrentará impactos significativos e terá dificuldade para descartar resíduos adequadamente.
A Vigilância Sanitária e o IMA seguem acompanhando a situação e reforçam que a empresa precisará cumprir rigorosamente as normas sanitárias e ambientais para evitar penalizações.
Mas, visto que a empresa não foi identificada, não conseguimos encontrar a situação atual da mesma, bem como se a situação já foi sanada.

O que é a farinha de peixe?
Em suma, a farinha de peixe é um subproduto da indústria processadora de peixes e é uma fonte natural de proteínas e minerais.
Inclusive, a indústria de rações para animais geralmente a utiliza. Conforme dito acima, a matéria-prima usada se resume a rejeitos de peixe como:
- Vísceras;
- Cabeças;
- Espinhas;
- Restos do processamento do peixe.
Além disso, a farinha de peixe é uma fonte concentrada de proteína de alta qualidade e gorduras ricas em ácidos graxos, ômega-3, DHA e EPA.
Conclusão final:
Em resumo, a Vigilância Sanitária e o IMA flagraram larvas e odor intenso em uma fábrica de farinha de peixe em Itajaí, após denúncias de moradores.
A empresa atribuiu o problema a uma supersafra e prometeu destinar os rejeitos corretamente.
O órgão fiscalizador estipulou prazo até 2 de abril para a solução, sob risco de multa de R$ 450 mil e interdição.
Por fim, a possível paralisação preocupa o setor pesqueiro, que gera 100 toneladas diárias de resíduos.
Mas, para saber mais informações da ANVISA/Vigilância Sanitária, clique aqui*.