Zema sabe que a nova lei encerra o pagamento nos ônibus de BH e coloca a cidade diante de uma mudança que começa em 14 de dezembro
A nova regra que entra em vigor em 14 de dezembro muda de forma marcante o transporte de Belo Horizonte e cria um cenário inédito para milhares de usuários. A cidade passa a oferecer ônibus gratuitos aos domingos e feriados e essa decisão afeta de maneira direta o cotidiano de cerca de 190 mil passageiros que usam o sistema nesses dias.
Além disso, a medida íntegra o programa Catraca Livre e surge após meses de debates públicos sobre o custo da tarifa e a necessidade de ampliar o acesso ao transporte.

A prefeitura afirma que a gratuidade vale para todas as linhas convencionais e suplementares e isso inclui deslocamentos para lazer e compromissos familiares. O passageiro deve apresentar o cartão BHBus no validador, embora nenhum valor seja descontado.
Além disso, o usuário sem cartão também embarca sem cobrança porque o motorista libera o acesso. A administração municipal diz que a intenção é simplificar o embarque e manter o fluxo de passageiros sem barreiras.
Existe passagem de ônibus graça durante a semana?
A decisão aparece pouco tempo depois da rejeição do PL 60 de 2025 que tentava implantar tarifa zero completa. Contudo, a Câmara Municipal votou contra a proposta e apontou dúvidas sobre a estrutura financeira necessária para sustentar o projeto. Ainda assim, o governo optou por implementar a gratuidade parcial como forma de ampliar o acesso ao transporte e oferecer algum alívio imediato à população.
O prefeito Álvaro Damião declarou que a iniciativa pretende aproximar moradores dos espaços públicos e permitir que mais pessoas circulem pela cidade. Ele afirmou que a população ganha liberdade para visitar parques, feiras e familiares sem a preocupação com o custo da passagem. A prefeitura diz que esse benefício melhora a mobilidade urbana e fortalece a convivência comunitária.
Apesar do impacto positivo, a gestão ainda não detalhou como financiará a gratuidade. Além disso, técnicos ligados ao setor questionam a sustentabilidade do modelo e cobram transparência sobre os repasses que manterão o sistema estável.
No entanto, Belo Horizonte já possuía outras formas de gratuidade antes dessa iniciativa. Estudantes da rede pública, idosos, pessoas com deficiência, mulheres em situação de vulnerabilidade e pacientes em tratamento de saúde já usavam o transporte sem pagamento. A nova política amplia esse conjunto e cria um benefício coletivo que alcança todos os moradores nos dias de descanso.
Por fim, a gratuidade aos domingos pode influenciar a movimentação econômica dos bairros e fortalecer atividades culturais e sociais. Além disso, com mais gente circulando, a prefeitura acredita que o comércio local receba fluxo maior em datas que tradicionalmente apresentam baixa movimentação.
