Shoppings do Rio de Janeiro, como Botafogo Praia Shopping e Shopping RioSul, passam a ter obrigação em praças de alimentação

Os shoppings do Rio de Janeiro, como Botafogo Praia Shopping e Shopping RioSul, passaram a ter uma nova obrigação nas praças de alimentação.

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Uma lei sancionada pelo prefeito Eduardo Paes determina que esses espaços reservem áreas exclusivas para determinados grupos de que precisam de atendimento preferencial.

A media estabelece que praças de alimentação dentro de shoppings centeres, centros comerciais, hipermercados e supermercados da cidade devem destinar espaços específicos para pessoas com obesidade, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), pessoas com deficiência, idosos e gestantes.

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A medida está prevista na Lei nº 9.028/2025, publicada no Diário Oficial do município no dia nove de setembro de 2025 e continua em vigor em 2026.

Mudança amplia regra que já existia

De acordo com informações do portal Diário do Rio, a nova legislação, proposta pelo vereador Diego Faro, atualiza e amplia a antiga Lei 5.722/2014.

A regra anterior já previa áreas preferenciais para pessoas com deficiência, idosos e gestantes nas praças de alimentação.

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Com a mudança, o benefício passa a incluir também pessoas com obesidade e pessoas com trantorno do espectro autista.

Além disso, a norma também atualiza a forma como a legislação se refere aos grupos contemplados, adotando uma linguagem mais inclusiva.

Espaço deve ter ao menos três mesas adaptadas

A lei determina que pelo menos 10% das mesas e cadeiras das praças de alimentação sejam reservadas para esse público.

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De acordo com a norma, os estabelecimentos também precisam garantir que o espaço tenha mobiliário adequado e adaptado, oferecendo mais conforto e acessibilidade.

Além disso, outro ponto obrigatório é a sinalização clara desses locais em pontos estratégicos.

Shoppings e centros comerciais devem instalar placas ou adesivos em locais visíveis, indicando as mesas preferenciais para esses grupos.

Objetivo é garantir dignidade e inclusão

De acordo com o autor da proposta, o uso do termo “pessoa” na redação da lei reforça a importância de combater a desumanização e o preconceito.

A mudança busca reforçar o direito à dignidade, autonomia e inclusão social, segundo o vereador.

A medida ainda busca garantir que ambientes de grande circulação, como as praças de alimentação, sejam mais acessíveis e acolhedores para toda a população.

Por fim, com a nova regra em vigor, shoppings e estabelecimentos comerciais do Rio de Janeiro precisam se adaptar para cumprir as exigências, sob risco de sofrer sanções previstas na legislação municipal.