
Ilustração salário mínimo e trabalhadores (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
Primeiramente, o Governo do Rio Grande do Sul sancionou a Lei nº 16.311, que reajusta o salário mínimo regional e assegura que trabalhadores com carteira assinada (CLT) recebam valores acima do piso nacional (R$ 1.621) em 2026.
Publicada no Diário Oficial do Estado em 11 de junho de 2025, a norma concede um aumento de 8% ao piso regional, percentual superior ao reajuste do salário mínimo nacional em 2025 (7,5%) e em 2026 (6,79%).
Com a atualização, os salários mínimos regionais do Rio Grande do Sul passaram a variar de R$ 1.789,04 a R$ 2.267,27, conforme a categoria profissional.
Por exemplo, na faixa 4 o piso sobe de R$ 1.801,55 para R$ 1.945,67, valor que será referência em 2026 para milhares de trabalhadores.
O Executivo estadual encaminhou o projeto à Assembleia Legislativa em regime de urgência em 26 de maio.
De acordo com o governo do estado, os deputados aprovaram a proposta em 3 de junho, com 46 votos favoráveis e quatro contrários.
O reajuste busca valorizar a mão de obra regional, estimular a retomada do emprego formal e preservar o poder de compras, de acordo com o governo.
Os pisos variam de acordo com a atividade de cada profissional. Veja:
Até o momento, o Rio Grande do Sul não divulgou se irá revisar os valores para o ano de 2026, mas a expectativa é de que ocorram novos reajustes.
O salário mínimo regional é um piso definido por alguns estados para garantir remuneração mais adequada ao custo de vida local para categorias que não possuem piso fixado por convenção coletiva.
A medida é autorizada pela Lei Complementar nº 103/2000. Atualmente, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina adotam os pisos regionais.
Além disso, pela lei, esses valores devem ser sempre superiores ao piso nacional.
Em 2026, o salário mínimo nacional está fixado em R$ 1.621. Ele serve de referência para mais de 59,9 milhões de brasileiros, de acordo com o DIEESE.
O piso nacional também influencia em outras áreas como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego, programas sociais, BPC e mais.
No entanto, mesmo com o aumento, estudos do DIEESE indicam que o valor do piso é insuficiente para cobrir despesas básicas.
Em novembro de 2025, o salário mínimo ideal para atender necessidades básicas de uma família deveria alcançar R$ 7.067,18.