Aprovada e já valendo: Lei garante abatimento em dívidas de idosos 60+, incluindo luz e boletos

Idosos acima de 60 anos passam a ter direito garantido por lei a abatimento de dívidas e redução em contas básicas

02/11/2025 às 14:15 · Tempo de leitura: 4 minutos

dosos de dívida (Reprodução/Montagem TV Foco/Canva)

Idosos acima de 60 anos passam a ter direito garantido por lei a abatimento de dívidas e redução em contas básicas

A Lei do Superendividamento nasceu para socorrer quem perdeu o controle das dívidas e não consegue mais pagar tudo sem sacrificar o básico. Ela entrou em vigor em 2021 e trouxe uma mudança importante no Código de Defesa do Consumidor.

Contudo, o governo criou a regra do “mínimo existencial” para garantir que o cidadão mantenha o necessário para viver com dignidade. Porém, a ideia central é proteger o consumidor de boa-fé, aquele que assumiu débitos sem intenção de enganar ninguém, mas acabou sufocado pelos juros e pela falta de renda.

A Lei do Superendividamento atende a uma lista de idosos de renda insuficiente (Reprodução: Internet)

Além disso, a lei cobre dívidas de consumo, como empréstimos, cartão de crédito, crediário, contas de luz e telefone. Ela não vale para impostos, pensão ou financiamentos imobiliários. O público-alvo é o consumidor comum, pessoa física que comprometeu o salário com prestações e agora vive um ciclo de cobrança constante.

No entanto, para ter acesso ao benefício, a pessoa precisa comprovar que agiu de boa-fé e que a situação realmente ultrapassou o limite do suportável. A Justiça e os órgãos de defesa do consumidor ajudam a renegociar tudo em conjunto com os credores.

Como a Lei do Superendividamento funciona?

Na prática, a lei funciona como uma reeducação financeira com respaldo jurídico. Ela obriga os bancos e empresas a oferecer crédito responsável, com informações claras sobre taxas e prazos. Isso impede que o consumidor assine contratos sem entender o impacto no orçamento.

O foco está na prevenção e na reconstrução da vida financeira. O fornecedor precisa avaliar a real capacidade de pagamento antes de liberar o crédito.

Quando a dívida já existe e a pessoa não consegue mais pagar, o caminho é buscar ajuda. O consumidor pode procurar o Procon, a Defensoria Pública ou até a Justiça. Lá, é possível montar um plano de pagamento único, envolvendo todos os credores. A proposta deve respeitar a renda e garantir o mínimo para alimentação, moradia e saúde. O juiz pode aprovar um plano que distribua os valores de forma justa.

Esse processo de repactuação tenta devolver o equilíbrio financeiro sem excluir o cidadão do sistema de crédito. A lei entende que o endividado não deve ser tratado como um criminoso, mas como alguém que precisa de chance para recomeçar. Ela cria uma ponte entre devedor e credor para que ambos encontrem uma saída possível.

Por fim, a Lei do Superendividamento vai além da simples renegociação de dívidas. Ela propõe uma nova cultura de crédito, baseada em transparência e equilíbrio. Ao garantir o mínimo existencial, o Estado reconhece que a dignidade humana vem antes dos lucros.

No fim das contas, a lei tenta resgatar o que o endividamento destrói, a esperança de recomeçar com dignidade e responsabilidade.

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