Veja como a nova lei municipal impede o corte de água para moradores com contas atrasadas em 2026
A nova lei municipal sancionada em janeiro de 2026 mudou a forma como Campo Grande trata o fornecimento de água em situações extremas. A norma proíbe o corte do abastecimento mesmo com contas atrasadas.
Contudo, a medida protege famílias que convivem com moradores acamados ou em estado terminal. A legislação exige comprovação médica e inscrição ativa no Cadastro Único. O texto legal reforça que a água é um serviço essencial. A prefeitura publicou a lei no Diário Oficial e determinou vigência imediata.

Além disso, a lei detalha quem pode acessar essa proteção específica. O benefício atende pessoas com doenças crônicas graves e condições irreversíveis. A norma exige laudo médico atualizado e emitido por profissional habilitado.
O documento precisa descrever a incapacidade funcional do paciente. Ainda assim, o município exige o registro da família no CRAS. Esse procedimento valida a situação social apresentada.
Enquanto isso, a administração municipal afirma que a regra não se aplica de forma automática. As famílias precisam solicitar o benefício junto aos órgãos responsáveis. Técnicos da assistência social analisam cada pedido individualmente.
Em alguns casos, equipes realizam visitas domiciliares. Esse processo confirma as informações entregues pela família. Assim, o poder público busca evitar fraudes.
O que mudou com a nova lei?
Porém, a nova lei não elimina as obrigações financeiras dos consumidores. As contas continuam sendo cobradas normalmente. A norma apenas impede a suspensão do serviço.
Segundo o texto legal, a dívida permanece ativa. Dessa forma, a prefeitura diferencia inadimplência de punição extrema. O fornecimento segue garantido por razões humanitárias.
Ao mesmo tempo, especialistas em políticas públicas avaliam a lei como um avanço relevante. Eles defendem que o saneamento básico envolve direitos fundamentais.
A água garante higiene, alimentação e cuidados médicos básicos. Em casos clínicos graves, a interrupção pode gerar riscos imediatos. Por isso, a legislação prioriza a dignidade humana. Esse entendimento ganha força em decisões judiciais recentes.
Quem tem direito
Além disso, a Lei nº 7.576 de 2026 estabelece limites claros para a concessão do benefício. O texto não abrange todos os casos de inadimplência. A proteção vale apenas para situações comprovadas de vulnerabilidade extrema.
A prefeitura afirma que a medida mantém equilíbrio financeiro do sistema. O município tenta evitar impacto generalizado na arrecadação. Ainda assim, prioriza vidas em risco.
Enquanto outras cidades observam o impacto da norma, Campo Grande se torna referência no debate. Gestores públicos analisam a possibilidade de replicar a iniciativa. O tema envolve saúde pública e assistência social.
Por fim, a nova legislação redefine prioridades no fornecimento de serviços essenciais. O município coloca a proteção da vida acima de sanções administrativas. A lei cria critérios claros e exige comprovação rigorosa.
Ao mesmo tempo, preserva a cobrança das dívidas existentes. A iniciativa fortalece a política de assistência social. O tema deve influenciar novas propostas em outras regiões.
