Um novo comunicado sobre o salário mínimo deve estar à disposição de todos os CLTs nesta quinta-feira (15)
A lei do salário mínimo atingiu um marco importante em 2026 e todos os CLTs devem saber sobre isso, com comunicado nesta quinta-feira (15).
Acontece que o valor mínimo que o trabalhador deve receber nem sempre esteve em vigor, mas teve um pontapé importante no século passado.
De acordo com o portal ‘Agência Brasil’, a legislação que determina obrigatoriedade de um salário mínimo completa 90 anos em 2026.
Isso porque trata-se da Lei n° 185, de 1936,que acabou sendo regulamentada somente em 1940, após um período de muita luta para sanção.
Antes disso, existia apenas um contrato civil de prestação de serviço, sem que estipulasse um valor mínimo que o empregador deveria pagar.
O professor Matheus Gamba, da Universidade de Brasília, conta que logo no início o trabalhador perceber que dependeria disso para sobreviver.
“O trabalhador percebeu o salário mínimo como algo fundamental para ter a possibilidade maior de sobrevivência”, destacou ele.
É claro que na época os empregadores não gostaram da ideia, já que reduziriam os seus lucros. Por outro lado, a notícia chegou como grande vitória para quem atuava como funcionário.

Qual o valor do primeiro salário mínimo do Brasil?
O primeiro salário mínimo, instituído por Getúlio Vargas, em 1940, tinha o valor aproximado de 240 mil réis, moeda da época.
Em 1994 houve a implementação do Plano Real, e em julho deste ano o valor correspondia a cerca de R$64, nada se comparado aos dias de hoje.
Somente em 2020 que o salário mínimo chegou na casa dos 4 dígitos, atingindo o valor de R$1.039. Neste ano de 2026 está estabelecido em R$1.621.
O ano que teve maior porcentagem de aumento foi em 2003, com 20% de ganho, passando de R$200 para então R$240.
O que muda com o aumento do salário mínimo?
O aumento do salário mínimo não impacta somente aos trabalhadores CLTs, mas a maioria dos brasileiros que fazem parte de programas do governo.
Um dos principais é o INSS, com mais de 40 milhões de beneficiários, onde a grande maioria recebe justamente o piso nacional.
O Benefício de Prestação Continuada também faz o pagamento para os idosos e pessoas com deficiência que estão aptos de acordo com o salário mínimo.
Além disso, também atinge benefícios como o PIS/PASEP, além do seguro-desemprego. Até por isso o Governo precisa de uma análise minuciosa para fixar o aumento.
