A partir de janeiro, valor do salário mínimo será de R$ 1.621

Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o novo valor do salário mínimo nacional para 2026 em 24 de dezembro. A partir de 1º de janeiro, entra em vigor o piso de R$ 1.621, o valor representa um aumento de R$ 103 em relação ao mínimo atual, de R$ 1.518.

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O reajuste corresponde a uma alta de 6,79% e estabelece a remuneração mínima permitida para trabalhadores contratados pelo regime CLT.

Embora o novo valor passe a valer oficialmente em janeiro, o pagamento com reajuste começa a cair na conta dos trabalhadores a partir de fevereiro de 2026, referente ao salário de janeiro.

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Cálculo do salário mínimo

O cálculo do salário mínimo segue a política de valorização que soma dois fatores:

  • Inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou alta de 4,18%, de acordo com o IBGE
  • Crescimento real do PIB de dois anos antes. Para o reajuste de 2026, vale o PIB de 2024, que cresceu 3,4%

No entanto, desde 2024, o crescimento do PIB usado no cálculo tem um teto de 2,5%, conforme as regras do arcabouço fiscal.

Desse modo, o reajuste final considerou 4,18% de inflação mais 2,5% de ganho real, respeitando o limite.

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Piso nacional impacta em outras áreas

Além disso, o salário mínimo serve como base para diversas despesas obrigatórias e benefícios pagos pelo governo federal, como:

  • Aposentadorias e benefícios do INSS
  • BPC (Benefício de Prestação Continuada), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda
  • Programas sociais, como Bolsa Família
  • Contribuições para o INSS e MEIs
  • Seguro-desemprego e mais

De acordo com o governo federal, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera cerca de R$ 420 milhões adicionais em despesas obrigatórias, o que explica a adoção de limites no cálculo.

Qual seria o piso ideal?

Atualmente, o salário mínimo é referência direta para 59,9 milhões de brasileiros, de acordo com o DIEESE. No entanto, o valor está longe de cobrir todas as despesas básicas.

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De acordo com cálculos do DIEESE, o piso ideal, capaz de garantir gastos como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação, deveria chegar a R$ 7.067,18 em novembro de 2025.

Por fim, esse montante é quase cinco vezes maior que o piso atual de R$ 1.518. Na prática, isso significa que, em 2026, o salário mínimo precisaria ultrapassar os R$ 7 mil para cobrir integralmente as necessidades básicas de uma família brasileira.