Com o calor que faz o verão, uma lei trabalhista diz se as empresas devem ter ar-condicionado em 2026

Algumas regiões do Brasil faz um calor muito grande nessa época do ano, o que fica quase que insustentável viver sem ar-condicionado.

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Mas será que por lei, as empresas devem ter um equipamento que ajude na ventilação do espaço? Saiba o que diz a norma em vigor.

De acordo com o portal ‘Jus Brasil’, o conforto térmico é algo que as empresas são obrigadas a oferecer aos seus funcionários.

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Isso porque a produção e qualidade do serviço reduz no calor ou no frio excessivo, podendo levar também a casos sérios de saúde.

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O artigo 176 da CLT determina que os locais de trabalho devem ter ventilação natural compatível com o serviço realizado.

Caso isso não acontece, a empresa deve proporcionar uma ventilação artificial obrigatória para que alcance o conforto térmico ao trabalhador.

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Portanto, não necessariamente o empregador precisa instalar um ar-condicionado, pode ser ventiladores, mas a temperatura ideal é dentre 20°C e 23°C.

O artigo 178 da CLT estipula que as condições de conforto térmico devem estar dentro do limite fixado pelo Ministério do Trabalho.

Empresas não precisam necessariamente instalar ar-condicionado (Reprodução: Divulgação)
Empresas não precisam necessariamente instalar ar-condicionado (Reprodução: Divulgação)

Projeto de Lei para evitar alguns serviços no calor

De acordo com o portal do Governo do Rio Grande do Sul, em fevereiro de 2025 entrou em tramitação na Câmara Municipal o novo projeto de lei.

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Nele, proíbe que servidores públicos municipais e trabalhadores terceirizados, com trabalho ao ar livre, exerçam suas funções em dia de calor extremo.

A proposta tem autoria do vereados Giovani Culau e Coletivo, não se aplicando aos servidores e trabalhadores terceirizados de serviços essenciais.

Considera-se calor extremo, segundo o texto, os dias em que a temperatura está muito mais alta que a média do local, considerando a época do ano.

Assim, essa condição acaba colocando a saúde do trabalhador em risco, por conta do nível de radiação solar estar mais elevado.

Medidas preventivas e protetivas

O autor do projeto garante que essa medida seria preventiva e protetiva para todos os trabalhadores terceirizados e servidores públicos que exercem função ao ar livre.

Isso porque estão expostos a qualquer risco de saúde humana, decorrente do calor extremo e os altos índices de radiação solar.

“Ao proibir o trabalho sob condições climáticas extremas, buscamos prevenir acidentes e proteger a integridades física e mental dos profissionais”, destacou Giovani Calau.

Mas o Projeto de Lei ainda precisa passar por aprovações para que entre em vigor.