Fim da semana de 5 dias úteis: Lei trabalhista em vigor em 2025 libera redução na carga horária a CLTs
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Lei trabalhista em vigor libera redução na carga horária a CLTs (Foto: Reprodução/ Internet)
Já pensou em trabalhar somente 4 dias na semana? Saiba agora tudo sobre redução na carga horária de trabalho e seus impactos na vida dos CLTs
Sem dúvidas, a maioria dos CLTs sonham em trabalhar menos para aproveitar mais a companhia da família. Dessa forma, a redução da jornada de trabalho se torna um desejo comum de milhões.
Conforme apurado pelo TV FOCO, a ideia de trabalhar apenas 4 dias por semana é discutida há algum tempo, especialmente por organizações e agências que buscam melhorar o bem-estar dos CLTs.
Durante a pandemia de COVID-19, de acordo com o portal ‘Pontotel’, tanto líderes quanto colaboradores tiveram que trabalhar de casa, o que levantou algumas questões:
- Será que a produtividade depende do número de horas trabalhadas?
- Como seria o impacto ambiental com menos carros nas ruas?
- Houve economia de energia e água?
- Estar no escritório significa necessariamente estar trabalhando?
Essas questões já eram debatidas antes da pandemia.
Andrew Barnes, empresário e filantropo, destacou em um Ted Talk que a produtividade diária no Reino Unido é de apenas duas horas e meia, e no Canadá, apenas uma hora e meia.
Ele defende que trabalhar menos dias pode aumentar o foco e a produtividade. Barnes é fundador da Perpetual Guardian, uma empresa da Nova Zelândia.
Em 2018, a empresa testou a semana de 4 dias e o resultado foi positivo. Desde então, outros países também têm experimentado essa ideia.
A semana de 4 dias tem ganhado força, especialmente na Europa. Países como Dinamarca, França, Espanha e Reino Unido estão entre os mais entusiastas dessa ideia.
Como funciona a semana de 4 dias de trabalho?
A semana de 4 dias de trabalho pode variar de empresa para empresa.
Em muitos casos, o expediente vai de segunda a quinta-feira, com a sexta-feira sendo adicionada ao fim de semana, resultando em 32 horas semanais, sem necessidade de hora extra para compensar o dia a mais de folga.
Algumas empresas, como a agência digital Versa, adotam a quarta-feira como o dia de folga, criando o “No Work Wednesday”. Essa prática tem se espalhado, especialmente na Austrália.
A Redback Solutions, outra agência digital, também implementou folgas às quartas-feiras, após perceber que seus funcionários ficavam mais cansados conforme a semana avançava.
Redução da jornada de trabalho no Brasil
No Brasil, a redução da jornada de trabalho para 4 dias por semana está sendo experimentada por várias empresas com resultados positivos.
Em 2020, a Zee.Dog adotou a quarta-feira como folga e viu a produtividade crescer 20%.
A Crawly, uma startup de Minas Gerais, já funciona com essa jornada desde 2017 e relata benefícios como aumento no interesse por vagas e menor rotatividade de funcionários.
Mais recentemente, o projeto “4 Day Week Brazil”, em parceria com “4 Day Week Global”, iniciou testes com mais de 20 empresas, incluindo Hospital Indianópolis, Editora Mol e Thanks for Sharing.
Após três meses de preparação, os testes começaram em janeiro de 2024. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que 61,5% das empresas participantes observaram melhorias na execução de projetos e 58,5% notaram mais criatividade.
Os funcionários também relataram benefícios, como melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, mais disposição para lazer e redução de insônia e estresse. Além disso, 64,9% disseram não se sentir desgastados no final do dia.
Eduardo Hagiwara, do Hospital Indianópolis, viu uma queda nas faltas e atrasos, enquanto Simone Cyrineu, da Thanks for Sharing, notou maior engajamento dos funcionários.
O experimento de redução na jornada foi concluído em junho, com a divulgação de um relatório detalhando os resultados.
Legislação brasileira e redução para semana de 4 dias
A legislação trabalhista no Brasil estabelece uma jornada semanal de até 44 horas. Sendo esse período o teto trabalhado, podendo então, o empregador oferecer uma carga horária menor.
Para adotar a semana de 4 dias sem prejuízo aos salários, as empresas precisam ajustar contratos de trabalho, respeitando as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as convenções coletivas.
A flexibilização deve ser negociada com os sindicatos e formalizada em acordos coletivos, garantindo que os direitos dos trabalhadores sejam preservados.
Dessa forma, com a proposta já existente em 2025, e com diversas empresas notando resultados positivos, caso as corporações resolvam aderir a essa “nova lei trabalhista” o caminho está livre.
Considerações finais
A adoção da semana de trabalho de 4 dias vem ganhando força globalmente, destacando benefícios como aumento da produtividade, melhoria no bem-estar dos trabalhadores e redução do estresse.
No Brasil, empresas como Zee.Dog e Crawly já experimentam essa jornada com resultados positivos, incluindo maior engajamento e menor rotatividade.
A flexibilização da carga horária, respeitando a legislação trabalhista e acordos coletivos, permite essa mudança sem prejuízo aos salários.
Em resumo, com bons resultados em testes, a prática pode se expandir, promovendo um ambiente de trabalho mais equilibrado e produtivo.
Por fim, clique aqui e veja mais uma matéria sobre os CLTs.
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