Leo Dias se revolta ao expor denúncia de crime de sertanejo famoso e exige: "Chegou a hora de você falar"

Amado Batista e Leo Dias no Melhor da Tarde (Fotos: Reproduções / YouTube/ Band)
Leo Dias demonstra revolta com caso envolvendo fazenda de Amado Batista
Nesta terça-feira (07), Leo Dias se revoltou ao comentar uma denúncia grave envolvendo Amado Batista. Uma das fazendas do cantor foi incluída na chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, atualizada pelo governo federal.
Nesta matéria, você encontrará:
- Fazenda de Amado Batista entre na “lista suja”
- Leo Dias critica postura do cantor e cobra posicionamento público
- Condições precárias de trabalho apontadas
Leo Dias critica e cobra atitude de Amado Batista
Durante o programa, Leo Dias não poupou palavras ao comentar o caso. Para o jornalista, a propriedade está vinculada ao nome do cantor, o que exige uma atitude e uma resposta clara ao público.
“É tão simples resolver. “Ah, mas não sou eu”, mas a fazenda está no seu nome. Demite quem faz isso com seus funcionários”, iniciou Leo Dias.
Em seguida, Chris Flores reforçou que empresas terceirizadas não isentam o contratante da responsabilidade.
De acordo com a apresentadora, é essencial monitorar as condições de trabalho para evitar situações degradantes.
“A empresa terceirizada, ainda que seja, quando você contrata, você tem que ter controle para que não aconteça isso. Quando a gente fala análogo à escravidão, são condições péssimas, da pessoa não ter o que comer, de não ter onde dormir. Só não pode chamar de escravidão porque essas pessoas não teriam sido forçadas a trabalhar de graça, é análogo porque é praticamente a mesma coisa”, disse a jornalista.

Leo Dias fala sobre a importância de funcionários
Visivelmente irritado, o jornalista destacou que empresários precisam assumir total responsabilidade pelas condições de seus colaboradores.
“Isso é revoltante. Depois que eu comecei a me tornar empresário e a ter funcionários, a minha responsabilidade aumentou muito e tenho que ficar atento a tudo. Por isso, eu procuro conversar com todo mundo que trabalha comigo”, disse o apresentador.
O apresentador do Melhor da Tarde ainda foi direto ao cobrar um posicionamento público do cantor sobre o caso.
“Você, quando vira empresário, tem que ficar atento a tudo porque é seu nome que aparece. É o seu nome, Amado, que aparece, não é o nome de ninguém. Ninguém está falando do seu administrador”, disse o jornalista, que continuou:
“E, Amado, sinceramente, chegou a hora de você falar, chegou a hora de você vir a público falar, você precisa falar; para de ficar desfilando com essa noiva bonita aí porque esse assunto já deu. Ninguém quer saber de diferença de idade”, afirmou o apresentador.
Léo Dias também pontuou que o tema deveria ter ainda mais visibilidade na imprensa, especialmente na Band.
“O que a gente quer saber é do trabalho análogo à escravidão, isso sim é assunto sério. E outra coisa: não deveria estar só aqui, não; deveria estar no Jornal da Band também”, finalizou o jornalista.

O que aconteceu com Amado Batista?
O caso veio à tona após atualização da “lista suja”, que incluiu 169 novos empregadores. Entre eles, uma propriedade rural ligada ao cantor.
De acordo com o Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego, trabalhadores teriam sido submetidos a condições precárias em fazendas localizadas em Goianápolis.
Entre os problemas apontados estão:
- Falta de camas (trabalhadores dormiam em colchões no chão)
- Ausência de roupas de cama e armários individuais
- Condições de higiene inadequadas
- Falta de local apropriado para refeições
Ao todo, 14 trabalhadores teriam sido encontrados nessas condições em duas propriedades rurais do cantor.

Defesa do cantor nega irregularidades
Por meio de nota divulgada ao portal G1, a defesa de Amado Batista contestou parte das acusações.
De acordo com o advogado do cantor, não houve “resgate” de trabalhadores e todos continuam atuando normalmente.
O advogado explicou que as irregularidades envolviam funcionários de uma empresa terceirizada contratada para serviços específicos. O caso teria ocorrido em 2024.
Veja a nota na integra:
“Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é completamente falsa e inverídica! Não houve de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!
Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda “arrendada” pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.
O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.
Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”.