Lília Cabral fala que pai a reprimiu no início da carreira: "Me culpou pela doença de minha mãe"

05/11/2017 às 23:08 · Tempo de leitura: 3 minutos

Silvana (Lilia Cabral) em cena de "A Força do Querer" (Foto: Reprodução/Globo)

Lilia Cabral em cena de “A Força do Querer”
(Foto: Reprodução/Globo)

A atriz Lília Cabral é considerada hoje uma das maiores estrelas da teledramaturgia brasileira. Mas se você pensa que foi fácil para ela chegar onde está hoje, está muito enganado. Um dos maiores obstáculos enfrentados por ela no início da carreira estava em casa: o próprio pai.

Em entrevista à coluna da jornalista Monica Bergamo, ela falou sobre a relação conturbada que mantinha com seu progenitor, que não aceitava seu talento para a atuação.

“Eu era muito reprimida pelo meu pai. Havia um impedimento de eu ser o que eu gostaria de ser. Eu lembro que eu assistia às novelas e ficava me imaginando o tempo inteiro no lugar da Dina Sfat, da Glória Menezes”, revelou.

Ela contou, inclusive, que foi impedida pelo pai de entrar em casa: “Quando eu voltei [a São Paulo], meu pai falou: ‘Olha, você quer morar no Rio, quer fazer sua vida, quer ser atriz. Então, eu não quero mais que você entre na minha casa”. E eu nunca mais entrei’“, disse.

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Prontificada a cumprir sua decisão, Lília foi surpreendida com uma doença de sua mãe, que a fez voltar. O encontro com o pai, no entanto, foi horrível.

Eu pai me culpou pela doença dela. [Dizia] que ‘o sofrimento todo que ela teve’… Quer dizer, ele foi quem proporcionou esse sofrimento. Mas, para não discutir, eu aceitei. Falei: ‘Tá bom, eu sou a culpada. Sou a culpada de tudo”, revelou ela, que perdeu a mãe em menos de seis meses.

Lília ainda confessou que depois da atitude do pai fica bastante difícil os dois terem “alguma coisa de coração”, mesmo que ela jamais tenha o abandonado.

Trazia meu pai pra cá, levava para as peças. Aí ele começou a ter orgulho, bastante. A gente entende, a gente perdoa, mas é difícil limpar o coração totalmente. Humanamente, acho que é até normal a gente sentir alguma dor. Poxa, se não tivesse feito isso, a vida da gente poderia ter sido outra“, diz.

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