Tudo o que você precisa saber sobre a lista de CLTs que podem ter fim de semana com 3 dias
Você já parou pra pensar na possibilidade de ter um final de semana com 3 dias de descanso? Pois bem, de acordo com informações do portal Você RH, Roberta Faria, cofundadora e CEO da MOL Impacto, especializada em criar modelos sociais de negócio, acabou acompanhando implementação da jornada de quatro dias úteis por semana em empresas participantes do movimento global 4 Day Week (4DW), em países como Reino Unido, Austrália, Japão e Portugal. “Os ganhos são claros em produtividade, bem-estar e engajamento”, afirma.
A título de informação, essa nova modalidade que chega de forma estratégica começou na MOL Impacto no início de 2024. Istro, quando a companhia adotou a escala 4 X 3 como parte do projeto-piloto da 4DW, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Reconnect Happiness At Work, que atua com felicidade corporativa, e Boston College.
“Esse tipo de mudança é complexo e necessita de apoio especializado para dar certo”. Roberta explica, aliás, que optaram começar justamente nas áreas mais intrincadas, de operações e parcerias. “Se desse certo ali, funcionaria em toda a empresa”.
ENTENDA
Diante disso, algum tempo depois, uma pesquisa interna com 77% da equipe revelou ganhos significativos com a nova rotina. Assim, 91% dos colaboradores relataram melhora na saúde mental e 70% afirmaram estar mais satisfeitos com a empresa.
De acordo com a fonte, a percepção de um progresso na colaboração entre colegas também foi alta: 85% apontaram impactos positivos no clima de trabalho e na cultura organizacional. Diante disso, a jornada reduzida também trouxe benefícios para os hábitos pessoais dos funcionários. Dessa forma, segundo o estudo: três em cada dez pessoas passaram a dormir mais tempo por noite, com uma média de 7,4 horas de horas de sono. A prática de atividades físicas também foi favorecida: 61% conseguiram se exercitar com mais frequência. Por fim, 29% iniciaram uma rotina de exercícios a partir da mudança.
“O impacto foi positivo em eficiência, criatividade e saúde mental, [e ainda] sem gerar novos custos, como aumento de equipe para cobrir os dias livres”, relata a CEO.
E NO BRASIL?
Contudo, o Brasil, de acordo com ela, está atrasado em pensar a saúde do trabalho. “Ainda estamos discutindo o fim da escala 6 X 1 e sequer começamos a enfrentar as consequências da precarização dos vínculos empregatícios”, diz se referindo a impactos na desigualdade social e na saúde coletiva. “A ‘economia’ baseada no esgotamento humano já virou prejuízo público e privado, com recordes de burnout e afastamentos por doenças mentais neste ano”, complementa.
Por fim, em agosto deste ano, a empresa encerrou o piloto e adotou a semana de quatro dias como política permanente. “Como defensora da CLT e de benefícios trabalhistas em prol da qualidade de vida [a organização já adotou home-office, jornada flexível, licença menstrual e licenças parentais estendidas], fiz questão de formalizar a redução da jornada também nos contratos”, defende Roberta, que teve apoio jurídico especializado, já que se trata de um modelo ainda novo na legislação brasileira.
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