Tentando evitar falência, loja de modas entrou com pedido de recuperação, após ter dívida confirmada

Agora, é oficial. A M.Officer, espalhada por shoppings de todo o Brasil, confirmou sua pior crise já vista. O caso da loja, fundada em 1986, chegou à Justiça.

Continua depois da publicidade

De acordo com a revista Valor, a confeccionadora teve seu pedido de recuperação judicial deferido pelo judiciário. Notícia foi confirmada nesta terça-feira, dia 12.

Propriedade do designer Carlos Miele, a empresa pediu proteção contra os credores e revelou uma dívida de R$ 53,9 milhões. No entanto, ainda de acordo com a publicação, o passivo tributário da marca é de R$ 94 milhões. Ou seja, quase o dobro.

Continua depois da publicidade
Loja M. Officer

A loja M. Officer entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo e confirmou uma dívida de R$ 53,9 milhões, além de um passivo tributário de R$ 94 milhões (Foto: Divulgação / Morumbi Shopping)

Ainda segundo a Valor, no pedido de recuperação judicial feito em São Paulo, advogados apontam a mudança de mercado como uma das principais razões para a crise da M.Officer. O e-commerce, incluindo o asiático, tomaram espaço da loja, assim como das concorrentes.

Continua depois da publicidade

Isso, claro, além da pandemia. Como apontou a publicação, a empresa gera cerca de 130 empregos diretos e outras centenas de contratos indiretos. Os dados divulgados também apontam mais de 200 mil peças comercializadas por ano, sendo todas elas produzidas no Brasil.

Loja M. Offcier

Tentando evitar falência, a M. Officer passa por sua pior crise já vista. Advogados apontam mudança no mercado, o crescimento do e-commerce e a chegada das concorrentes de moda asiática (Foto: Divulgação / Shopping Ibirapuera)

Continua depois da publicidade

O que aconteceu com a M. Officer?

Em setembro de 2023, a loja, espalhada por shoppings de todo o Brasil, entrou com um pedido de recuperação judicial. A empresa confirmou uma dívida de R$ 53,9 milhões, além de um passivo tributário de R$ 94 milhões. Processo está em andamento na Justiça de São Paulo.

Continua depois da publicidade