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Amigos de Rodrigo Santoro dizem que o ator não tem mais vontade nenhuma de fazer uma novela inteira. Nem meia. Culpa principalmente o longo período de trabalho que se dedica ao gênero. Do momento do convite, passando pela preparação, laboratório, e rotina de gravações em estúdio e externas, lá se vão mais de um ano de trabalho. O formato, segundo comentário dele, cansa. Por isso decidiu priorizar o cinema, cujo esquema é bem diferente e possibilita outros voos.
Nem mesmo o mico em “As Panteras” – não teve direito a falas – o abalou. Santoro continuou investindo, tanto aqui como lá fora, e foi recompensado. Passou a ser nome internacional. Hoje, não precisa tanto da televisão. Até faz, mas apenas séries e programas especiais que possam ser resolvidos em pouco tempo de gravações. Pelas mesmas razões, Wagner Moura, após “Paraíso Tropical”, virou as costas para novelas e desde então não para de fazer cinema. O seu próximo passo, inclusive, será em Hollywood, como vilão no futurista “Elysium”
Flávio Ricco